domingo, 20 de março de 2011

Naturalidade com o sangue alheio

Como deve ser brindar com uma taça de champanhe, num evento suntuoso no planalto central do Brasil, enquanto ordena um banho de sangue de milhares de pessoas?

É preciso saber separar sentimentos conflitantes, sem que um obstrua o outro. Isto exige um sangue frio, e eu diria insensível, assassino.

Dizem que de um telefonema em seu celular, em meio ao evento com Dilma, na noite de 19/03/2011, saiu a ordem imediata para o lançamento de mais de 100 foguetes sobre alvos das tropas Líbias em várias cidades, desde Trípoli, que não tinha nenhum conflito , até as outras, onde os "rebeldes" pró EUA aguardavam o bambardeio salvador.

Durante o Tribunal de Nüremberg os generais nazistas desseram que não eram responsáveis por tanta chacina, porque obedeciam ordens, e ainda assim foram condenados, porque cumpriram.

Quanto mais aqueles que do alto de seus postos, ignorando a dor de tantas famílias, dá ordens de bombardeio em larga escala, porque aquele ditador não faz parte de seus apoiadores, como é no caso do Bahrein, onde o ditador além de receber apoio militar da Arábia Saudita, matou mais de 40 manifestantes nesta semana.

Sobre este caso, não há nenhuma palavra.

Mas a Líbia, grande exportadora de petróleo para a Itália, e outros países Europeus, e uma pedra no sapato dos EUA há décadas, "tem que ser apagada do mapa".

Encerrando podemos afirmar que Osama é idêntico a Bush, a não ser pela cor e origem social, que neste caso serve de maquiagem para travestir os EUA do sua secular ânsia de poder mundial.

O prazer americano é o poder sem medida a grande Babilônia moderna, confundida pelos profetas com a besta do apocalipse.

Parabéns pelo novo Irque que se inaugura.