terça-feira, 22 de março de 2011

De zona de exclusão aérea para derrubada de kadafi

Este era o objetivo desde o início. Mas não era possível convencer de imediato a comunidade internacional de tal objetivo.

Então transformaram a zona de exclusão em país em devastação, com maciço bombardeio, atingindo alvos civis, na contramão de seus próprios objetivos.

A questão toda está na derrubada de Kadafi, antigo inimigo ocidental.

Agora os "insurgentes" poderão até ganhar a guerra, mas terão contra si a proteção do império para se explicar a todo o povo Líbio, que perdeu um país estável e em crescimento econômico, e que deveria, a rigor, resolver ele mesmo seus problemas.

Certo fez o governo Dilma em defender soluções pacíficas para a Líbia, bem dentro de nossa vocação brasileira. Afinal nós não podemos brindar com uma taça de champanhe e bombardear um país ao mesmo tempo.

Qual a credibilidade de Obama no Teatro Municipal, em defender o sistema democrático?

Palavras bonitas devem substituir bombas, e não servirem de escudo ideológico para chacinas.

Perde credibilidade o sanguinário Obama, travestido de defensor dos direitos dos negros e das minorias, mas um assassino de deixar Bush com ciúmes.

Agora o impasse será resolvido por quem?

Tentam matar Kadafi a qualquer preço, pois pensam ser a única forma de se resolver o imbróglio.

Só que, se fizerem isso, vão aumentar ainda mais o problema, pois a revolta será ainda maior. A violência gera mais violência

 E assim vão se afundando na lama de suas ganâncias petrolíferas.

Sem contar que a questão das revoltas que varrem o Oriente Médio agora atingem também a Síria, onde o Ocidente tem outra pedra no sapato, e o Iemen, onde um ditador simpático ao ocidente perde apoio rapidamente.

O império dará continuidade às intervenções, aproveitando-se destas insurreições? Aproveitará para intervir também na Síria e no Iemen, para atacar um e defender outro?