terça-feira, 22 de março de 2011

Mídia desperta tarde para Metrô agonizante

Matéria do jornal Metro, distribuído nas mais movimentadas esquinas de Sampa traz manchete requentada para nós, mas surpreendentemente nova para eles: "Metrô está no limite. E vai chegar mais gente"

Fico impressionado como os jornalistas não andam de Metrô.

Aliás, os políticos também.

Só o povão, a peãozada, os funcionários de lojas, estudantes, alguns executivos ainda são vistos, aves raras, é que utilizam, isto é se espremem.

Você já foi estruprado involuntariamente?

Não? Então pegue o metrô de São Paulo no horário de Rush. Não dá nem para gritar. Depois criticaram a Marta quando ela falou do tal estupro inevitável.

É, o metrô de São Paulo está agonizante.

Existem trens fantasmas, e muitos.

São aqueles que passam vazios pelas nossas estações cheias, para atender a Sé ou o Anhangabaú, despindo um santo para vestir outro.

Quais são as possíveis soluções de curto prazo para o metro e as de longo prazo?

 Bem, de curto prazo, reduzir o tempo de atendimento nas estações, de forma sincronizada. Mas isto o Metrô ainda não conseguiu resolver, e é um problema para ser resolvido por um tipo como Eli GoldRat, um louco judeu que soluciona, com suas loucuras, os problemas das empresas.

A longo prazo, o Metro está preparando seu suicídio organizacional.

A inauguração das estações Tamanduateí e Vila Prudente, vai injetar mais gente nas linhas já existentes, indo contra o bom senso, que é a construção de linhas paralelas e transversais, em vez de ir alongando as atuais linhas.

Mas o problema do voto é maior e aí eles vão espichando, espichando, e o metrô vai congestionando, congestionando.

No final o povo é quem paga o pato.