terça-feira, 15 de março de 2011

Egito: exército deu golpe no exército e continua no poder

No Egito não aconteceu nenhuma ruptura.

A revolta que lá aconteceu, como em toda a região, a cada dia vai mostrando seu grau de imaturidade, e inconsequência.

São movimentos com baixíssimo grau de consciência política, baixo grau de organização político partidária, de forma que  rapidamente estão sendo levados a aceitar a mesma situação contra a qual se insurgiram.

Deve-se também observar, que este movimento social com grande dose de espontaneidade está perdendo força, à partir de algumas concessões feitas pelos diversos governos onde elas tem acontecido.

A incapacidade em se derrubar Kadafi, que é um sinal disso, e que tem também características diferentes das demais, incentivou o Bahrein a receber ajuda da Arábia Saudita, sinal de que agora as estruturas de poder estão começando a reprimir com a segurança de que não haverão defecções em suas fileiras.

Que isto sirva de lição para uma análise mais apurada sobre os movimentos sociais revolucionários.

Conhecer a natureza deles, e saber seus possíveis alcances pode ajudar a medir um campo de luta possível, em termos de acumulação de forças para o movimento popular caminhar rumo ao socialismo.