quinta-feira, 17 de março de 2011

Conselho de Segurança sob influência dos EUA aprova guerra contra a Líbia



Com a abstenção do Brasil, da China, da Rússia, Índia e Alemanha, 10 votos de países laranjas apoiaram intervenção militar na ONU (quem diria), no único caso que interessou retomar o controle.

Sim porque as outras nações sob pressão dos movimentos populares foram dando um jeito de deixar as coisas como estavam antes. Isto é, mudaram, para que tudo continue do mesmo jeito.

Isto demonstra quão espontâneo e sem direção foram e estão sendo estes movimentos. Não existem partidos populares, não há conscientização de defesa os interesses destas nações.

Pouco a pouco o império foi tomando o controle de cada situação.

Agora vão fazer da Líbia um novo Vietnã, um novo Afeganistão, um novo Iraque. E os "rebeldes" serviram de bucha de canhão auxiliar, para a retomada da Líbia, diga-se de passagem o país da região com as melhores condições de vida, atraindo trabalhadores da Tunísia e Egito.

Temos que dar uma bela recepção a Obama no Brasil, este "defensor da democracia".

Presidente Obama! O senhor rasgou toda a sua plataforma eleitoral traindo milhares de eleitores e se submete ao poder militar dos falcões.

Senhor está mais para Bush do que para Clinton, apesar do seu palavreado.

Lembra os sofistas gregos que definiam a verdade que queriam e ponto final


Vejam a matéria que acaba de sair do IG

Resolução autoriza 'todas as medidas necessárias' para 'proteger civis e áreas povoadas por civis sob ameaça de ataque' de Kadafi
iG São Paulo
17/03/2011 19:52 - Atualizada às 21:17

O Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta quinta-feira uma zona de exclusão aérea na Líbia e autorizou "todas as medidas necessárias" para "proteger civis e áreas povoadas por civis sob ameaça de ataque" pelas forças leais ao líder líbio, Muamar Kadafi. Os EUA, Reino Unido e França propuseram a resolução ao conselho, que autoriza ataques internacionais por ar, terra e mar contra as forças de Kadafi.

Representantes na ONU do Reino Unido, Mark Lyall Grant (E), e dos EUA, Susan Rice (D), votam para aprovar zona de exclusão aérea na Líbia

Entre os 15 membros do órgão, houve dez votos favoráveis à resolução e cinco abstenções, incluindo a Rússia e China - que se opõem ao uso da força contra a soberania do país, argumentando que ela estabelece um precedente perigoso.

A votação ocorreu no mesmo dia em que Kadafi anunciou um grande ataque contra Benghazi, a segunda maior cidade líbia, localizada no leste do país. Nesta quinta-feira, aviões do governo líbio bombardearam o aeroporto da cidade, que é reduto rebelde e epicentro dos protestos contra o ditador.

O primeiro-ministro francês, Francois Fillon, disse que, se a resolução fosse aprovada, a França apoiaria uma ação militar contra Kadafi dentro de poucas horas. Os EUA disseram estar se preparando para uma ação. Espera-se que várias nações árabes ofereçam apoio logístico para as ações.

O texto da resolução pede que os países "estabeleçam uma proibição a todos os voos no espaço aéreo líbio de Jamahiriya para ajudar a proteger civis".

Antes da votação, os EUA defenderam uma ação mais contundente contra o regime de Kadafi, além das sanções que já foram adotadas. Em visita à Tunísia, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que a imposição de uma zona de exclusão aérea na Líbia inevitavelmente envolveria ataques contra as forças do líder líbio.

Hillary disse que a Casa Branca deseja que o Conselho de Segurança autorizasse ataques a tanques e à artilharia pesada da Líbia. O chanceler britânico, William Hague, disse a parlamentares que a resolução "incluía demandas por um cessar-fogo imediato, um fim completo da violência, um veto a todos os voos sobre o espaço aéreo líbio, com a exceção de voos humanitários".

Reação do governo Kadafi

Logo após a decisão do Conselho de Segurança da ONU, o vice-ministro líbio das Relações Exteriores, Khalid Kaim, saudou os países que se omitiram na decisão sobre intervenção militar. “Estamos agradecidos aos cinco países que se abstiveram China, Rússia, Índia, Brasil e Alemanha, ‘que surpresa’.”

O porta-voz do governo Kadafi criticou a aprovação da intervenção militar dizendo que não terá nenhum apoio dos civis. “Se algum país armar os rebeldes, estará levando líbios a matar uns aos outros”.

“A intenção do governo líbio é proteger civis”, argumentou o ministro de Kadafi, que ainda declarou ter enviado carta ao secretário-geral da ONU Ban Ki-moon informando estar “preocupado com seu povo”.

Antes da votação, Kadafi ameaçou atacar navios e aviões civis no Mediterrâneo caso "qualquer ato militar" contra a Líbia fosse autorizado e prometeu acabar definitivamente com os rebeldes em Benghazi com a ofensiva durante a noite desta quinta-feira. Kadafi disse que não "haverá misericórdia com os traidores".

No pronunciamento, o líder disse que a "hora da decisão chegou". "O assunto foi decidido. Estamos indo (para Benghazi)." Segundo Kadafi, os opositores que depuserem as armas serão anistiados, mas "não haverá misericórdia nem compaixão" com os restantes. Ele afirmou que suas forças "resgatariam" o povo de Benghazi de "traidores" e "filhos de cães".

Ao mesmo tempo, porém, também afirmou que realizará um cessar-fogo na noite de sábado para domingo para "permitir a rendição" dos rebeldes.