quarta-feira, 30 de março de 2011

Para os enfermos

Descoberta



O quarto é a casa,

e a cama, o quarto.

O lençol, a cortina,

a privacidade.



Nada é tudo

tudo é nada.



Portas se abrem,

se fecham

sem que autorize.



De repente,

os bens

Perdem Importância

Diante da realidade

suspensa

em meu corpo



Recuperação

De uma liberdade superficial,

Descoberta do emergir

de outra liberdade

incondicional,

Imaterial,

Liberdade despojada

De falsos valores.



Agora, vale a paciência

o reencontro

a paz,

o diálogo de louco

com um Deus silencioso

que paradoxalmente

dá-me lucidez



Não custa nada.

O tempo é extenso

E pode-se experimentar

um novo sabor.

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