quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Geraldo Alckmin vai responder por tantas mortes de inocentes.

Nestes tiros cruzados de crime organizado e esquadrões da morte tolerados pelo Estado, existem muitas mortes de inocentes que estavam no meio do caminho.

Seus familiares não tem força, nem poder político, nem influência na imprensa burguesa, que são os maiores interessados nesta limpeza social e étnica, para poder fazer valer o  seu direito por justiça.

Ao Estado de São Paulo caberiam ações tão duras, que prescindissem  de ações paralelas e ilegais de forças de segurança travestidas de bandidos, igualmente bandidos. Neste tiroteio não se salva ninguém.  Ninguém é puro. Todos estão manchados com sangue humano e prestarão contas a Deus por isto.

O Governador Geraldo  está sendo excessivamente omisso, a ponto de se perguntar se ele não está concordando com esta matança toda, afinal o silêncio grita.

Aonde estão os Procuradores de Justiça, tão corajosos?

Sumiram todos.

Justicinha safada.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Cansei: Bambi é o Corinthians

Conseguir um estádio de graça, só com a puxação de saco, e toda a imprensa vendida. Agora conseguir um patrocínio da Caixa Econômica Federal é uma vergonha para o futebol brasileiro. Time de protegidos, que não sabe andar com as próprias pernas. Estes sim são os verdadeiros bambis

domingo, 18 de novembro de 2012

Sugestão aos que desejam ler contos de Natal.

Sugiro dois contos de Natal para o meu leitor.  O PAPAI NOEL QUE CHORAVA e O PERU DE NATAL. Pesquisem no Pó e leiam. O Peru de Natal é para ser lido para os filhos pequenos ou netos, na noite de Natal. É um conto pequeno e impactante.

Bancos públicos ganham espaço na concessão de crédito

17 DE NOVEMBRO DE 2012 - 13H58 

Parabéns ao Governo Dilma pela vitória parcial sobre os bancos privados, preservando a população brasileira dos juros extorsivos dos bancos privados. Ora, vão produzir! Vão trabalhar, sanguessugas!


A retração dos bancos privados na concessão de créditos fez com que os bancos públicos ganhassem maior participação nesse segmento de mercado, nos últimos quatro anos. Os bancos privados nacionais detinham 47,9% das operações de crédito, em setembro de 2008, mas apesar de o volume de crédito bancário ter dobrado de lá para cá, a participação deles nos financiamentos e empréstimos caiu para 37,1% do mercado.


Os números constam de relatório do Departamento Econômico do Banco Central (BC), segundo o qual os bancos privados estrangeiros também perderam espaço. Eles eram responsáveis, então, por 21,4% dos créditos, mas a participação caiu para 16,7% no último mês de setembro. Em contrapartida, os bancos públicos, que à época detinham 30,7% do estoque de créditos, são agora detentores de 46,2% dos R$ 2,237 trilhões emprestados a terceiros – pessoas físicas e jurídicas.

A alteração nas concessões de crédito tende a aumentar, uma vez que o estoque de financiamentos cresceu 15,8% nos últimos 12 meses, até setembro, de acordo com o relatório do BC. Mas, no mesmo período o Banco do Brasil registrou expansão de 20,5%, e o vice-presidente de Pessoa Física da Caixa Econômica Federal, Fábia Lenza, estimou crescimento muito maior este ano. Ele disse que só no mês de outubro, a Caixa contratou R$ 16,63 bilhões em créditos.

Além da retração natural dos bancos privados na concessão de créditos, depois da crise financeira generalizada com a falência do banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers, em setembro de 2008, dois fatores contribuíram significativamente para a mudança no perfil creditício do país: o crédito consignado, com desconto direto do salário, e o aumento dos financiamentos imobiliários. Dois segmentos em que os bancos públicos têm atuação mais forte; principalmente a Caixa Econômica Federal, gestora dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

O aumento da carteira de crédito foi impulsionada, basicamente, pelo crescimento do emprego e da renda nos últimos anos, de acordo com o diretor de Fiscalização do BC, Anthero Meirelles. Mas ele destacou, também, as contribuições da redução da taxa básica de juros (Selic), de agosto do ano passado para cá, e a política gradativa de queda dos juros bancários, a partir do último mês de abril, capitaneada pelos bancos públicos. Ressaltou, ainda, a expansão do crédito imobiliário, impactado também pelo Programa Minha Casa, Minha Vida.

Fonte: Agência Brasil 


sábado, 17 de novembro de 2012

Netinho de Paula, saco de pancada do PIG e de setores da esquerda

A direita "culta" gosta de advogados, engenheiros, arquitetos para a votar e tornar seus representantes. Por isso um pagodeiro entrar na política é motivo de gozação que traz um substrato racista bem brasileiro.

É o caso de Netinho de Paula, cantor de pagode e apresentador de programa de TV, um verdadeiro vitorioso, nascido na pobreza da perifieria, e que alcançou sucesso por seus próprios méritos.

Em tudo ele é um antídoto ao elitismo da vida política, independentemente de esquerda e de direita, porque apresenta um novo paradigma, que, guardadas as devidas proporções, equipara-se ao dos sindicalistas, do tiririca, e tantos outros desafetos do pedestal da representatividade quatrocentona.

Leio nos jornais que o PT mesmo deixou de apoiar o Netinho na campanha de 2012, para voltar-se para Orlando Silva, traindo um acordo feito. Não sei se é verdade esta história, mas não é impossível. Netinho é visto por "setores progressistas" como um estranho, não "Histórico", ou "debochado". Há um obreirismo que permeia o setor como regra do certo e do errado. Nada mais discriminatório.

Mérito ao PC do B que acolheu e enalteceu o negrão.

Agora ele é convidado para a Secretaria da Igualdade Racial em Sampa, como reparação deste gueto em que ele é posto. 1X0 para Haddad, que desconsidera esta politicalha e traz Netinho para o secretariado.

Este blogueiro há muito vem denunciando a discriminação que é feita a Netinho.

A imprensa golpista, e acrescentaria racista,  usa da imagem de pagodeiro para denegrir a ida de Netinho para a Prefeitura de Haddad.

Desejo boa sorte a Netinho nesta empreitada. Ele nunca será bem visto por estes setores, mas deve continuar com sua alegria e ir em frente.

Afinal ele tem visão, é um personagem progressista, e defensor do povo da periferia.

Vídeo sugere que ditadura ensinou indígenas a torturar



Quem diria...o pau de arara sendo exibido em público. Era "natural".

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Como é difícil ser pai

Nunca pensei em minha vida o quão restritiva é a vida de um pai.

Estou saboreando esta condição hoje, desempenhando um pouco o papel de palhaço. De figura supostamente altiva e representante do poder, passa pelo silêncio consciente para ver crescer aqueles que criou.

Certa vez um Santo me disse: João Paulo, os filhos são a redenção de nossos pecados.

Ele não está canonizado, nem pertence ao rol dos que estão na fila de santificação do Vaticano. Seu nome é Frei Giorgio Callegari.

Palavras sábias, cada dia mais sábias.

Passei a ser tratado como uma espécie extinta sem importância, uma aberração da natureza a ser esquecida.

Não fosse minha fé, e teria me tornado um ermitão, para não ver coroado o desprezo.

Meus pensamentos são desconsiderados, tratados como antigos.

Minhas opiniões são ridículas e chatas.

Tenho a impressão de que já morri, e ninguém me disse ainda do ocorrido.

Penso um pouco no Pai Celeste:

- Será que acontece com Ele também isso?

Infelizmente sou obrigado a admitir que SIM, acontece muito esta situação com Ele.

É um consolo para este reles mortal.

Se não tivesse descoberto Deus, no meio do todo circunstancial inútil que me envolve, e esta situação teria me levado a uma profunda depressão

Mas não; estou com os pés firmes, porque creio em meus pensamentos, ainda que sejam rejeitados, creio em minhas opiniões, mesmo que sejam tratadas com desdém.

É necessário que muitos busquem se afirmar ainda, e me coloco em silêncio pedagógico, em tudo ouvindo e torcendo.

Como sei que o mundo gira, um dia esta mesma tragicomédia chegará aos que denigrem, como aconteceu comigo em várias voltas.

A vida é um devir constante, dialético e espiritual, onde apuramos o que somos pelos outros, numa personalidade coletiva de existência.

Chega!




quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Há uma nova direitona reaça expressiva em Sampa

Isto tudo vem do Serrismo, uma forma de se fazer política denegrindo constantemente o adversário.

Este fascismo tupiniquim  acabou contaminando parte da elite paulista, que após a derrota para a Prefeitura da capital, continua vociferando em altos brados como se a campanha ainda continuasse.

Estou cansado de ver no Facebook temas apresentando Fernando Haddad recuando em suas propostas, isto antes do candidato vencedor por os seus pés na prefeitura paulista.

Antigamente esperavam alguns meses para criticar, dando uma chance para o vencedor, mas isto é passado e não vale para o ódio incontido desta estirpe nova de fascistas de brinco.

Observo o comportamento: como adoram ver José Dirceu condenado. Penso que gozam mais que uma relação amorosa na cama. Ahhhhh...

São o que existe de mais retrógrado em política, combinado com Shoppings, e todas as novidades supérfluas que se apresentam diariamente.

Sonham com o indiciamento de Lula, na cama, gozando...

Penso que no caso destes, nem viagra resolve mais.


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

PT se posiciona tardiamente sobre a ação penal 470


PT aprova documento sobre Ação Penal 470


Nesta quarta-feira (14), durante reunião da Comissão Executiva Nacional, que ocorreu em São Paulo, o Partido dos Trabalhadores (PT), elaborou um documento onde expõe a posição do partido em relação ao julgamento da Ação Penal 470, que condenou José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoíno a duras penas. 


Leia a íntegra da nota:

O PT e o julgamento da Ação Penal 470

O PT, amparado no princípio da liberdade de expressão, critica e torna pública sua discordância da decisão do Supremo Tribunal Federal que, no julgamento da Ação Penal 470, condenou e imputou penas desproporcionais a alguns de seus filiados.

1. O STF não garantiu o amplo direito de defesa

O STF negou aos réus que não tinham direito ao foro especial a possibilidade de recorrer a instâncias inferiores da Justiça. Suprimiu-lhes, portanto, a plenitude do direito de defesa, que é um direito fundamental da cidadania internacionalmente consagrado.

A Constituição estabelece, no artigo 102, que apenas o presidente, o vice-presidente da República, os membros do Congresso Nacional, os próprios ministros do STF e o Procurador Geral da República podem ser processados e julgados exclusivamente pela Suprema Corte. E, também, nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os ministros de Estado, os comandantes das três Armas, os membros dos Tribunais superiores, do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática em caráter permanente.

Foi por esta razão que o ex-ministro Marcio Thomaz Bastos, logo no início do julgamento, pediu o desmembramento do processo. O que foi negado pelo STF, muito embora tenha decidido em sentido contrário no caso do “mensalão do PSDB” de Minas Gerais.

Ou seja: dois pesos, duas medidas; situações idênticas tratadas desigualmente.

Vale lembrar, finalmente, que em quatro ocasiões recentes, o STF votou pelo desmembramento de processos, para que pessoas sem foro privilegiado fossem julgadas pela primeira instância – todas elas posteriores à decisão de julgar a Ação Penal 470 de uma só vez.

Por isso mesmo, o PT considera legítimo e coerente, do ponto de vista legal, que os réus agora condenados pelo STF recorram a todos os meios jurídicos para se defenderem.

2. O STF deu valor de prova a indícios

Parte do STF decidiu pelas condenações, mesmo não havendo provas no processo. O julgamento não foi isento, de acordo com os autos e à luz das provas. Ao contrário, foi influenciado por um discurso paralelo e desenvolveu-se de forma “pouco ortodoxa” (segundo as palavras de um ministro do STF). Houve flexibilização do uso de provas, transferência do ônus da prova aos réus, presunções, ilações, deduções, inferências e a transformação de indícios em provas.

À falta de elementos objetivos na denúncia, deducões, ilações e conjecturas preencheram as lacunas probatórias – fato grave sobretudo quando se trata de ação penal, que pode condenar pessoas à privação de liberdade. Como se sabe, indícios apontam simplesmente possibilidades, nunca certezas capazes de fundamentar o livre convencimento motivado do julgador. Indícios nada mais são que sugestões, nunca evidências ou provas cabais.

Cabe à acusação apresentar, para se desincumbir de seu ônus processual, provas do que alega e, assim, obter a condenação de quem quer que seja. No caso em questão, imputou-se aos réus a obrigação de provar sua inocência ou comprovar álibis em sua defesa—papel que competiria ao acusador. A Suprema Corte inverteu, portanto, o ônus da prova.

3. O domínio funcional do fato não dispensa provas

O STF deu estatuto legal a uma teoria nascida na Alemanha nazista, em 1939, atualizada em 1963 em plena Guerra Fria e considerada superada por diversos juristas. Segundo esta doutrina, considera-se autor não apenas quem executa um crime, mas quem tem ou poderia ter, devido a sua função, capacidade de decisão sobre sua realização. Isto é, a improbabilidade de desconhecimento do crime seria suficiente para a condenação.

Ao lançarem mão da teoria do domínio funcional do fato, os ministros inferiram que o ex-ministro José Dirceu, pela posição de influência que ocupava, poderia ser condenado, mesmo sem provarem que participou diretamente dos fatos apontados como crimes. Ou que, tendo conhecimento deles, não agiu (ou omitiu-se) para evitar que se consumassem. Expressão-síntese da doutrina foi verbalizada pelo presidente do STF, quando indagou não se o réu tinha conhecimento dos fatos, mas se o réu “tinha como não saber”...

Ao admitir o ato de ofício presumido e adotar a teoria do direito do fato como responsabilidade objetiva, o STF cria um precedente perigoso: o de alguém ser condenado pelo que é, e não pelo que teria feito.

Trata-se de uma interpretação da lei moldada unicamente para atender a conveniência de condenar pessoas específicas e, indiretamente, atingir o partido a que estão vinculadas.

4. O risco da insegurança jurídica

As decisões do STF, em muitos pontos, prenunciam o fim do garantismo, o rebaixamento do direito de defesa, do avanço da noção de presunção de culpa em vez de inocência. E, ao inovar que a lavagem de dinheiro independe de crime antecedente, bem como ao concluir que houve compra de votos de parlamentares, o STF instaurou um clima de insegurança jurídica no País.

Pairam dúvidas se o novo paradigma se repetirá em outros julgamentos, ou, ainda, se os juízes de primeira instância e os tribunais seguirão a mesma trilha da Suprema Corte.

Doravante, juízes inescrupulosos, ou vinculados a interesses de qualquer espécie nas comarcas em que atuam poderão valer-se de provas indiciárias ou da teoria do domínio do fato para condenar desafetos ou inimigos políticos de caciques partidários locais.

Quanto à suposta compra de votos, cuja mácula comprometeria até mesmo emendas constitucionais, como as das reformas tributária e previdenciária, já estão em andamento ações diretas de inconstitucionalidade, movidas por sindicatos e pessoas físicas, com o intuito de fulminar as ditas mudanças na Carta Magna.

Ao instaurar-se a insegurança jurídica, não perdem apenas os que foram injustiçados no curso da Ação Penal 470. Perde a sociedade, que fica exposta a casuísmos e decisões de ocasião. Perde, enfim, o próprio Estado Democrático de Direito.

5. O STF fez um julgamento político

Sob intensa pressão da mídia conservadora—cujos veículos cumprem um papel de oposição ao governo e propagam a repulsa de uma certa elite ao PT - ministros do STF confirmaram condenações anunciadas, anteciparam votos à imprensa, pronunciaram-se fora dos autos e, por fim, imiscuiram-se em áreas reservadas ao Legislativo e ao Executivo, ferindo assim a independência entre os poderes.

Único dos poderes da República cujos integrantes independem do voto popular e detêm mandato vitalício até completarem 70 anos, o Supremo Tribunal Federal - assim como os demais poderes e todos os tribunais daqui e do exterior - faz política. E o fez, claramente, ao julgar a Ação Penal 470.

Fez política ao definir o calendário convenientemente coincidente com as eleições. Fez política ao recusar o desmembramento da ação e ao escolher a teoria do domínio do fato para compensar a escassez de provas.

Contrariamente a sua natureza, de corte constitucional contra-majoritária, o STF, ao deixar-se contaminar pela pressão de certos meios de comunicação e sem distanciar-se do processo político eleitoral, não assegurou-se a necessária isenção que deveria pautar seus julgamentos.

No STF, venceram as posições políticas ideológicas, muito bem representadas pela mídia conservadora neste episódio: a maioria dos ministros transformou delitos eleitorais em delitos de Estado (desvio de dinheiro público e compra de votos).

Embora realizado nos marcos do Estado Democrático de Direito sob o qual vivemos, o julgamento, nitidamente político, desrespeitou garantias constitucionais para retratar processos de corrupção à revelia de provas, condenar os réus e tentar criminalizar o PT. Assim orientado, o julgamento convergiu para produzir dois resultados: condenar os réus, em vários casos sem que houvesse provas nos autos, mas, principalmente, condenar alguns pela “compra de votos” para, desta forma, tentar criminalizar o PT.

Dezenas de testemunhas juramentadas acabaram simplesmente desprezadas. Inúmeras contraprovas não foram sequer objeto de análise. E inúmeras jurisprudências terminaram alteradas para servir aos objetivos da condenação.

Alguns ministros procuraram adequar a realidade à denúncia do

Procurador Geral, supostamente por ouvir o chamado clamor da opinião pública, muito embora ele só se fizesse presente na mídia de direita, menos preocupada com a moralidade pública do que em tentar manchar a imagem histórica do governo Lula, como se quisesse matá-lo politicamente. O procurador não escondeu seu viés de parcialidade ao afirmar que seria positivo se o julgamento interferisse no resultado das eleições.

A luta pela Justiça continua

O PT envidará todos os esforços para que a partidarização do Judiciário, evidente no julgamento da Ação Penal 470, seja contida. Erros e ilegalidades que tenham sido cometidos por filiados do partido no âmbito de um sistema eleitoral inconsistente - que o PT luta para transformar através do projeto de reforma política em tramitação no Congresso Nacional - não justificam que o poder político da toga suplante a força da lei e dos poderes que emanam do povo.

Na trajetória do PT, que nasceu lutando pela democracia no Brasil, muitos foram os obstáculos que tivemos de transpor até nos convertermos no partido de maior preferência dos brasileiros. No partido que elegeu um operário duas vezes presidente da República e a primeira mulher como suprema mandatária. Ambos, Lula e Dilma, gozam de ampla aprovação em todos os setores da sociedade, pelas profundas transformações que têm promovido, principalmente nas condições de vida dos mais pobres.

A despeito das campanhas de ódio e preconceito, Lula e Dilma elevaram o Brasil a um novo estágio: 28 milhões de pessoas deixaram a miséria extrema e 40 milhões ascenderam socialmente.

Abriram-se novas oportunidades para todos, o Brasil tornou-se a 6a.economia do mundo e é respeitado internacionalmente, nada mais devendo a ninguém.

Tanto quanto fizemos antes do início do julgamento, o PT reafirma sua convicção de que não houve compra de votos no Congresso Nacional, nem tampouco o pagamento de mesada a parlamentares. Reafirmamos, também, que não houve, da parte de petistas denunciados, utilização de recursos públicos, nem apropriação privada e pessoal.

Ao mesmo tempo, reiteramos as resoluções de nosso Congresso Nacional, acerca de erros políticos cometidos coletiva ou individualmente.

É com esta postura equilibrada e serena que o PT não se deixa intimidar pelos que clamam pelo linchamento moral de companheiros injustamente condenados. Nosso partido terá forças para vencer mais este desafio. Continuaremos a lutar por uma profunda reforma do sistema político - o que inclui o financiamento público das campanhas eleitorais - e pela maior democratização do Estado, o que envolve constante disputa popular contra arbitrariedades como as perpetradas no julgamento da Ação Penal 470, em relação às quais não pouparemos esforços para que sejam revistas e corrigidas.

Conclamamos nossa militância a mobilizar-se em defesa do PT e de nossas bandeiras; a tornar o partido cada vez mais democrático e vinculado às lutas sociais. Um partido cada vez mais comprometido com as transformações em favor da igualdade e da liberdade.

São Paulo, 14 de novembro de 2012.

Comissão Executiva Nacional do PT.

domingo, 11 de novembro de 2012

A censura na ditadura era deste jeito











Enquanto o IBGE identifica 19 novas relações familiares, a casa das noivas pega fogo em São Paulo

Ironia do destino ou sinal dos céus a mostrar a grande transformação pela qual passa o nosso país.

Não é apenas um incêndio, é o fim de um período que foi queimado.

Agora a miscigenação social, não racial, é de tal forma acentuada, que os modelos estão em desuso.

Tudo é possível, e pode ser testado.

Descobre-se que o mundo não satisfaz, e inventa-se até que algo se projete, ou descambe, construa ou derrube.

Experiências feitas com base em escombros.

Um dia depois do outro.

A legalização da droga, e o crime organizado que precisa ser combatido.

A família e as diversas tribos e culturas.

As guerras e as ideologias rarefeitas.

Sobram os fundamentalismos, a nova idade média.


Uivam as ovelhas.
Mas o tempo é inexorável, e o espaço limitado.


Um vômito suja o espelho da vida.

Um chocolate é colocado para dentro do silêncio.

O menino está prestes a ser fecundado, em uma nova mãe esquecida.

O adeus nunca conviveu tanto com a presença, sem vergonha de sonhar.

Não há mais vocabulário nem sincronia, há uma busca qualquer que ela seja.


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

A Universidade dos Enfermos

Qual professor ensina mais sobre o interior do ser humano que um enfermo?
Quem é capaz de se ver desprovido de fé, para depender apenas e tão somente do criador?
Não! Todos são muito cheios de fé, insuportavelmente cheios de fé.
Quem é capaz de ensinar o fim?
Alguém?
Duvido.
O mundo procura obstinadamente o poder, o lucro, o domínio, e esconde a morte porque sabe que ela não tem bagageiro.
A morte ordena que se deixe tudo para trás, como uma tragicomédia da busca humana que leva a nada.
A vida egoísta daqueles que pisam é idêntica a dos que sofrem perseguições.
Há uma igualdade justa e tardia.
Não importa, porque é um caminho comum.
O outro lado?
Mas há lado? Não é um inteiro? Um todo?
A vida é uma caixa de segredo a ser aberta por cada ser vivente, na busca da explicação dela mesma, de suas razões e enganos.
Quanto ensinamento traz o enfermo, nesta porta que se destranca, antes de abrir.
Observo o silêncio de quem se prepara para ir, e percebo como se tornaram puros.
Que mistério!


Crime organizado só acabará em São Paulo com a entrada das Forças Armadas

Embora o Governador Geraldo Alckmin diga que não precise do exército para ajudar, pois sabe que isto desmoralizará sua administração, a verdade é que somente com a entrada das Forças Armadas, em uma ação semelhante a que ocorre no Rio de Janeiro, e no caso paulista, com uma legislação de exceção para este caso, se poderá eliminar este câncer que destrói tantas vidas em nosso estado.
Já se pode comparar com a máfia este movimento. Assistimos também a tendência de formação de milícias em Sampa, pois os esquadrões da morte estão agindo com total liberdade, protegidos mesmo.
Estamos assistindo a uma guerra civil combinada com uma ordem social, que em pouco tempo pode degenerar em um convulsão.
Não se pode esperar mais.
Ação!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A difícil comunicação interior

Ando meio descrente da comunicação verbal e permaneço longos períodos em silêncio.

Porque fala-se o óbvio, ou para reforçar crenças já consolidadas, ou para concordar com outros que dizem o mesmo.

Quando se percebe o tempo passou e a situação continua inalterada.

A comunicação pressupõe uma concordância vulgar, que só se justifica pela necessidade do auto convencimento contínuo.

Daí meu silêncio.

Onde os outros vêem grandes problemas e falam bastante, enxergo que este não é tão grande assim; tornou-se grande por força da expressividade verbal.

Quando em silêncio, aí sim, minha mente se comunica comigo em várias dimensões e diversas profundidades.

Tenho pensamentos recônditos, distantes, que não conseguem transformar-se em uma forma nítida, mas me invadem cá e lá, e logo desaparecem antes que possa refletir melhor.

Tenho pensamentos invasores, carnais, vinculados aos meus instintos e que me assombram a todo instante, após os olhos, questionando minha lógica e minha fé.

Os pensamentos profundos, muitos permanecem em um poço, de onde posso apreciar, de longe, sua importância, mas não afloram, e isto me incomoda sobremaneira.

Dizem respeito aos caminhos da espiritualidade, aos verdadeiros engajamentos que nunca faço, aos meus erros e pecados, desde os medonhos até os bem elaborados e sutis.

Ali também estão guardadas também todas as mágoas e incompreensões.

Às vezes, no final da noite alguém fala muito rapidamente em minha mente, e preciso decodificar que mensagem traz; não parece deste mundo.

Quer que eu seja profeta.

Minha boca anda fechada, mas a leitura interior está bem aberta.

A verdade?!

Bem, a verdade continuaria uma incógnita, se Jesus Cristo não tivesse dito que Ele é a verdade e a vida.

domingo, 4 de novembro de 2012

CARLOS MARIGHELLA! PRESENTE!


Hoje aniversário de morte de Carlos Marighella, o seu soneto LIBERDADE


LIBERDADE

soneto de Carlos Marighella

Não ficarei tão só no campo da arte,
e, ânimo firme, sombranceiro e forte,
tudo farei por ti para exaltar-te,
serenamente alheio à própria sorte.

Para que eu possa um dia contemplar-te
dominadora, em férvido transporte,
direi que és bela e pura em toda parte,
por  maior risco em que essa audácia importe.

Queira-te eu tanto , e de tal modo em suma,
que não existe força humana alguma
que esta paixão embriagadora dome.

E que por ti, se torturado for,
possa feliz, indiferente à dor,
morrer sorrindo a murmurar teu nome.

São Paulo, Presídio Especial, 1939


sábado, 3 de novembro de 2012

Interessante reflexão do Professor Paulo Roberto sobre o Novo Acordo Ortográfico


PAULO ROBERTO LABEGALINI -   Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI.


publicado por solpaz às 16:50
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LAURENTINO SABROSA - O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO E ALGUMAS DIVAGAÇÕES A PROPÓSITO - Vl

        






Quando se diz que o povo é que faz a língua, referimo-nos, por só assim ser verdade, à linguagem falada, na sua fonética e na sua sintaxe, não na ortografia.
É evidente que esta é posterior à pronúncia e à construção da frase. Como foi fixada a pretendida correcção da grafia da palavra? Basicamente, essencialmente, por convenção. Esta palavra convenção encerra em si uma convenção : a de que se deve escrever convenção  e não convenssão . E por que não é convenssão? Porque a etimologia da palavra assim o indica. Devo dizer ao leitor, porventura menos informado que a formação das palavras não obedece sempre à etimologia – há muitas vezes intervenção de fenómenos linguísticos complexos, entre os quais os relacionados com o aparelho fonador do ser humano. A Fonética, que no seu estudo também tem em conta esse aparelho fonador, é um capítulo essencial e nada fácil, quando se quer abordar toda a estrutura de uma língua.
Se convencionarmos estabelecer uma ortografia segundo a pronúncia, então alguns milhares de palavras, para que haja uma certa lógica, devem ser alteradas. Em minha opinião, não faz muito sentido virem-nos dizer que deve ser batismo e nãobaptismo, em virtude de o p ser consoante muda, mas continuar a ser habilidade e hífen, apesar de aí termos um h como consoante muda. Quer-se fazer uma total aproximação da ortografia à pronúncia por fases? Parece. Já se escreveu herva, estando o h inicial abolido por não ser pronunciado. No entanto, continua a ser herbáceo. Vá-se lá compreender! A linguagem falada, em expressões populares, em manifestação de ideias e sentimentos, muitas vezes não tem lógica, e isso enriquece-a muito; a linguagem escrita, essa sim, talvez tivesse mais beleza e perfeição se tivesse mais lógica do que a falada. Se sempre se tivesse escrito erva e herbáceo, eu atribuía isso aos tais fenómenos linguísticos,  a que me referi; mas se me vêm dizer, ao fim de tantos anos, que herva afinal deve ser erva (sem h) mas continua a ser herbáceo (com h), eu começo a duvidar da justeza da ordem e da idoneidade de quem a dá. Portanto, para uma aproximação da ortografia à pronúncia, como parece ser preocupação do Acordo, o h inicial devia desaparecer por em português ser consoante muda. E muitas outras coisas deviam ser modificadas. Por exemplo: deve ser pessoua e abençoua, nãopessoa e abençoa; se o e soa como i, porque não ser mesmo i?; se o o soa como u, porque não ser mesmo u ?
O que é português vernáculo? O termo vernáculo tem na sua origem uma certa ideia de escravidão, ou, pelo menos, de obediência às origens, à terra, à casa em que se nasceu. Por extensão de significado, um termo é vernáculo se no seu uso, na sua grafia, obedecer à pureza com que foi formado. Será que, por exemplo, ator, fator, setor, seleção, batismo, é português vernáculo? quando no latim de que derivam, existe a consoante que o Acordo lhes roubou, e ainda continua a existir em francês, em inglês e, em certos casos, até em alemão?
Os teóricos do Acordo dizem pretender uma simplificação do idioma. Mas, na verdade, se simplificam em alguns pontos, em muitos mais complicam grandemente. A “ortografia unificada”, conforme designação oficial, estabelece que:

1) – pára (do verbo parar) passa a ser para, não se distinguindo de para (preposição)
2) – mas pôr (verbo) continua a ser pôr para se distinguir de por(preposição);
3) – forma (subst.) pode ser, forma ou fôrma, se a quisermos distinguir de forma (do verbo  formar)
4) – mas substantivos como acordo, acerto, cerca, que agora não têm acento, continuam sem acento, não havendo preocupação de os distinguir das formas verbais;
5) – pode (pretérito perf. de poder) tanto pode ser pode comopôde, conforme quisermos, embora se recomende a forma pôdepara a distinguir de pode (presente do indicat. de poder);
6) – demos (presente do conj.), poderá ser demos ou dêmos, para se distinguir de demos (pret.perf. do indicat. de dar);
7) – as formas verbais em -amos (pretérito perfeito dos verbos de tema em ar, como amar), poderão ser escritas sem acento, embora possam confundir-se com as formas verbais do presente do indicativo; assim o que agora se escreve passámos, pode ser escrito passamos, e só pelo sentido se pode saber se é presente ou não : “nós passamos”, é agora ou foi há duas horas?
8) – são abolidos os acentos de palavras graves com ditongo emoi; assim, passa a ser
joia e  boia – mas a verdade é que vai custar bastante não ler  aquele oi como na palavra boi .

(continua)

Novos desafios à partir de 05/11/2012

A partir do dia 05/11/2012 estarei começando nova atividade profissional dentro de uma perspectiva de profunda valorização humana.

Começo a trabalhar no IBCC, Instituto Brasileiro de Controle do Câncer. É uma instituição Camiliana de primeira grandeza.

Pode-se afirmar que é quase um hospital público, pois perto de 60% dos atendimentos são pelo SUS, mas com característica de hospital privado, com sua organização, limpeza e condições de trabalho espaçosas e de tecnologia avançada.

Estreio em uma função singular, a qual já trago uma experiência de 17 anos, como suporte para bem desempenhá-la: trabalharei assessorando as Pastorais de Saúde que existem lá.

A função principal é a de visita e conforto ao enfermo. Tudo o mais gira ao redor desta atividade.

Trata-se de um grande presente de Deus para este pó, em escolher-me para papel tão altivo e nobre.

Pois estarei diante de pessoas com vários graus de enfermidade e compreensão da vida, dispostas ou não a falar.

Com todas seguirei o que quiserem.

Se necessário farei silêncio absoluto.

Nunca ultrapassarei o desejo destes meus patrões.



quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A temperatura em Sampa enlouqueceu e já faz tempo

Hoje e ontem em Sampa foram dias de muito, muito calor, batendo recordes em décadas.

Podem dizer o que quiserem, mas vejo nisto o resultado predatório do ser humano sobre a natureza como um todo.

Estamos assistindo a um paulatino fim de nosso planeta.

E o que é o pior: o ser humano mostra-se incapaz de fazer um movimento na direção da preservação do meio ambiente, ainda que muitos estejam conscientes de que estão destruindo o planeta.

Lembra o boi quando percebe que está indo para o matadouro: muge sofrido, mas não consegue evitar a sua morte.

Estamos no limiar de uma guinada nas políticas públicas ambientais. O Estado Pós Contemporâneo deverá inventar uma nova política  onde o homem e a mulher responderão pelo seu descaso.