segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Final de 2012: Ubatuba está no limite em atendimento em serviços

Praias lotadas, quiosques cheios, com muita gente querendo ser atendida na hora.
Não deu outra.
Tudo está sendo feito com atraso.
Fora que resolveram puxar os preços lá para cima, só porque é fim de ano e os turistas vieram.
Finjo que nada disto é comigo e vou caminhando normal e ao mesmo tempo impressionado com a montanha de gente por aqui.
É muita gente vivendo cada vez em espaços menores.
O mundo será um grande Japão, isto é que é.
Quero minha mãe, voltar à velha dependência.
Sei que é impossível, então parto para o tudo ou nada.
Crescer, desmamar..

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Outro natal de sangue na Nigéria


Retirado do Zenit
Pelo menos seis cristãos foram mortos no Estado de Yobe
Por Paul De Maeyer
ROMA, 26 de Dezembro de 2012 (Zenit.org) - Na Nigéria, na noite entre 24 e 25 de dezembro, pelo menos seis cristãos foram mortos por um grupo de homens armados, no povoado de Peri, perto de Potiskum, a capital econômica do norte do estado de Yobe.
"Um grupo de homens armados invadiram a aldeia à meia-noite; foram direto para a igreja (...), abriram fogo e mataram o sacerdote e cinco fiéis. Em seguida, atearam fogo à igreja", disse um morador, Usman Mansir, à agência AFP (Agence France-Presse, 25 de dezembro).
Segundo a fonte, cuja narração foi confirmada por um Comissário de Polícia de Yobe, o ataque estava dirigido contra uma igreja evangélica pertencente à Evangelical Church of West Africa (ECWA).
A polícia até agora recuperou seis corpos. Mas de acordo com o chefe da Christian Association of Nigeria (CAN, a organização que reune as diversas denominações cristãs na Nigéria, incluindo a Igreja Católica), no Estado de Yobe, Idi Garba, muitas pessoas que estavam participando do culto, ainda não foram encontradas.
Embora até agora nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo assassinato, as suspeitas se concentram no movimento anti-ocidental Boko Haram, que tem ligações com a rede terrorista Al Qaeda e lançou vários ataques contra alvos cristãos nos últimos anos.
De acordo com os cálculos da AFP, a violência relacionada com as seitas e a sua repressão pelas forças de segurança nigerianas já fizeram mais de três mil vítimas desde 2009 no país mais populoso Africano (mais de 170 milhões de habitantes) e principal produtor de petróleo no continente.
O Estado de Yobe tem fronteira no Leste com o Estado de Borno, cuja capital Maidaguri (ou Yerwa) é o berço e fortaleza da seita fundamentalista islâmica, Boko Haram, cujo nome, afinal, significa "a educação ocidental é ilícita" .
No final de 2010, uma onda de violência anti-cristã que começou com o ataque a duas igrejas cristãs próximas de Maidaguri, causou pelo menos 86 mortes no centro-norte da Nigéria.
Conforme relatado pela Agência Fides (22 de dezembro), citando o jornal The Nigerian Tribune, neste ano, por causa do período de Natal, a polícia nigeriana e a CAN emitiu um alerta, pedindo às pessoas que prestassem muita atenção a pacotes de Natal suspeitos. Poderiam - de acordo com a polícia dos Estados de Kaduna e Gombe - de fato conter explosivos ou comida envenenada.
Ontem, por ocasião da tradicional mensagem Urbi et Orbi, o Papa Bento XVI chamou a atenção para a situação em algumas partes da África, entre as quais a Nigéria. "Que o Natal de Cristo - disse o Santo Papa – favoreça a volta da paz no Malie da concórdia na Nigéria, onde hediondos ataques terroristas continuam a ceifar vítimas, especialmente entre os cristãos".

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Ipea traz ótima notícia


Pobreza extrema pode ficar abaixo de 1% em 2013, diz Ipea

Para instituto, programa Brasil Carinhoso pode reduzir a miséria em um ano; Ipea usou, entretanto, dados mais otimistas do que o próprio governo

Gabriel Castro, de Brasília
Dilma Rousseff, discursa ao visitar a Olimpíada do Conhecimento, evento promovido pelo Senai, em parceria com o Sesi e o Sebrae, no Pavilhão de Exposições do Anhembi
Dilma tem mais dois anos para cumprir promessa de erradicar a pobreza (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O índice de pobreza extrema no Brasil pode cair para 0,8% da população já em 2013, de acordo com um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nesta quarta-feira. Em 2011, segundo o instituto, 3,4% dos brasileiros se incluíam nessa categoria – cujos integrantes recebem uma renda mensal per capita inferior a 70 reais. 
O Ipea aponta como maior propulsor da mudança em andamento o programa Brasil Carinhoso, lançado pelo governo federal em maio deste ano e reformulado no mês passado. O programa garante a todas as famílias cadastradas no Bolsa Família uma renda per capita de pelo menos 70 reais, independentemente do número de filhos.
A pesquisa aponta que o Brasil Carinhoso também pode reduzir – já em 2013 – o índice de pobreza extrema de 5,9% para 0,6% na faixa etária de 0 a 15 anos.
Sem limite – Embora preveja benefícios considerando o número de crianças e jovens em cada família, o Bolsa Família distribui auxílio financeiro para famílias com, no máximo, cinco crianças e dois jovens cada uma.
Já no Brasil Carinhoso, o número de pessoas beneficiadas não tem limites: o valor pago leva em conta o total necessário para que a família alcance uma renda per capita de 70 reais mensais – exatamente o limite considerado para a superação da pobreza extrema. Um casal com oito filhos e renda total de 200 reais passou a receber, por mês, 500 reais de auxílio.
O presidente do Ipea, Marcelo Néri, afirma que a atenção especial à população infantil tem efeitos duradouros. "No Brasil, a política social é muito curativa e pouco preventiva: deixa o problema se formar e depois tenta lidar com ele”, analisou. “Atuar na infância é tentar fazer que a pessoa tenha uma vida digna desde o primeiro momento.”
O responsável pelo estudo, Rafael Osório, afirma que a ampla cobertura do Brasil Carinhoso deve deixar um índice residual de pobreza extrema, que poderá ser corrigido com mais facilidade. “A partir daí, vai faltar pouca gente para receber esse empurrão e chegar na linha dos 70 reais per capita.”
Divergência – Os dados utilizados pelo Ipea na pesquisa, entretanto, diferem dos citados pelo governo durante o lançamento do Brasil Carinhoso: o Planalto se baseou no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para concluir que 8,5% (e não 3,4%) da população vive na pobreza extrema.
O Ipea afirma que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, também do IBGE, subestima o total de incluídos no Bolsa Família. Por isso, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada alterou os dados por conta própria e acrescentou 2,7 milhões de famílias às estatísticas dos beneficiários.
A erradicação da pobreza extrema foi uma das principais promessas de campanha da presidente Dilma Rousseff, que tem mais dois anos de mandato para cumprir o objetivo.

domingo, 23 de dezembro de 2012

John Lennon - Happy Christmas (War is Over)

Desnatal



Imagem de Jesus e o cordeiro


Mesa sendo preparada
corações em sentido.

Algo grandioso e antigo
cresce no meio do povo
questionando, em silêncio,
a insensatez
insensibilidade
a omissão
exploração
a fome.

Notícia repetida
de uma novidade
que não se esgota,
convidando,
diuturnamente,
o mundo
a abandonar
as guerras.

Não intervém
podendo,
não acusa,
conhecedor
de tudo.

Distribui
a riqueza
e a liberdade,
aos poderosos,
para explorar;
aos assassinos,
para matar;
aos tolos,
para sucumbir;
aos pequenos,
para sobreviver.

Ama incondicionalmente
o bom e o mau
sem exceção.
o que o torna
incompreensível
a muitos,
e abandonado
pela maioria
que continua
fazendo o
trajeto
de sempre.

As mãos
continuam
estendidas.
em meio
a costumes
distantes.

A grande
transformação
está para ser
repartida,
sonolenta
e bisonha.

alguém grita
nas ruas
um canto
desaparecido.

Foi-se no tempo.

Quem sabe
renascendo
possa causar
o desassossego
tão desejado.

Mas não,
escondido
em meio
a presentes
perus
tenders
pernis
já quase
não aparece
mais.

Nasça, Filho do Homem!

Teime no amor, este banido!

O tempo já passou
e ninguém percebeu!







sábado, 22 de dezembro de 2012

Os poetas oficiais e a pobreza cultural. Réquiem a Flávio Maia

Como é difícil atingir a notoriedade, tornar-se conhecido.

Conheço poetas que acham que a notoriedade advém da permanência, da constância, batalhando livro a livro a admiração do leitor.

Já velhos e todos cheios de si, continuam acreditando que são o suprassumo da literatura, da poesia.

Conversa fiada!

Muito cedo percebi como este ambiente "intelectual" se masturba órfão por "criações" que não terão continuidade, perpetuidade, seja lá o que for, morrerão, tão logo os seus "criadores" morrerem.

  Existem outros com boas obras, acadêmicas, bons conhecedores de literaturas, bons professores, mas maus escritores. Pensam igualmente que, por força de seus conhecimentos, serão igualmente bons de letras.

Também é um engano.

O pior, é que ocupam espaços inúteis durante décadas, impedindo as estrelas de brilharem naturalmente.

Fico a pensar...a sociedade merece a eles?
Certamente que não.

Por outro lado conheci escritores, poetas que morreram cedo sem serem conhecidos, com grandes virtudes, e colocando a letra na veia da vida, comungando palavra e ações ao mesmo tempo. Morreram jovens e desconhecidos. Provavelmente passarão pelo anonimato da sociedade.

Apenas estes, revolucionários, transformadores, sonhadores selarão um compromisso com a verdade.

No infinito, irreal, no sobrenatural, inimaginável, as edições rodam entre as estrelas com os versos perfeitos dos que foram esquecidos por sua época, para deleite dos libertados.

Destes, sobressai em meu passado universitário, um amigo para quem devo o compromisso de resgatar sua beleza perdida no tempo.

Trata-se de Flavio Maia.

Eram os anos de chumbo.

A cada dia prendiam um colega na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP.

Estudávamos nos barracões da Cidade Universitária.

De nossa turma de 1970 uns foram presos e torturados, outros suicidaram, outros simplesmente já morreram.

É o caso de Flávio.

Nem sei do que morreu, sei apenas que ao ligar para sua casa, um dia, meses depois de tê-lo visto pela última vez, na região da Paulista,  uma voz feminina, de senhora, surpresa, do outro lado, chorando, dissera que ele morrera.

Desliguei o telefone chocado.

Ainda não aprendera a chorar, de modo que a notícia provocou um hiato por anos, até dar-me conta da tremenda perda que tivera.

Flávio dizia-me, lembro-me, que sua obra era apenas uma, que se estendia por diversos livros.

Ele dava conta, antes que eu pudesse refletir, da limitação humana, da diversidade imensa do mesmo.

Estávamos em uma época em que a repressão endurecera bastante, e víamos nas drogas uma forma de contornar a situação, aliviar aquele sentimento de prisão em que vivíamos.

Recitávamos entre nós, na FFCL da USP nossos poemas nas semanas, nos intervalos das aulas.

Flávio sempre risonho, e com bom vozeirão, recitava como a descoberta de uma terra nova.

Mais tarde escreveu o seu livro PULSAÇÕES.

Deixo trechos deste livro para os meus leitores:

Mas o que busco?
Meu diário foi queimado.
Cálice que transborda solidão.
e me conduz à deriva
pelas ruas da cidade.

xxxx

Os homens e mulheres de minha rua passam
e me cumprimentam como
não houvesse um poeta em mim.
A eles interessa a minha contenção,
a gestualidade leve do aceno de mão,
o olho que perscruta sempre com discrição,
e a fugidia voz,
calcada de antemão.
Mas a você, concreta, louca de meus passos,
louca que atingiu meu cheiro, o corpo
(o homem que há neste poeta, enfim),
o que interessa além do beijo, do orgasmo, da mão?
O que interessa além do braço, do companheiro,
para habitar sua amplidão?

xxx

É tanto detalhe,
é tanto olho-mercúrio procurando a alma da noite,
o seu elam, que nós,
os que sucumbiram
mas soltaram o seu olhar na queda
e penetraram tudo: a terra, as plantas,
pingos d'água,
gelo, chuva,
já sabemos que o degrau não vale a porta,
que as escadarias não são mais do que um caminho,
simples turbilhão de passos,
conduzindo os nossos olhos a mais um teatro,
palco desconhecido onde seremos o oprimido,
o opressor, o que procura
o que não sabe, ou ainda tudo isso.

xxx


Flávio Maia permanece em meu coração sem imprensa, sem associações, projeções.

Permanece na limpidez de quem não se vendeu, não se adaptou, não se curvou,  não se tornou conveniente.

Sua morte precoce permanece em mim até hoje, no limiar do tempo.

Viva Flávio Maia!

Poeta dos esquecidos!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Cinco maiores arrependimentos antes de morrer



Se as pessoas pensassem antes, a humanidade seria melhor e mais feliz.

Mundo desatento

Como as pessoas se esquecem de sua transitoriedade, sua brevidade, e se entregam a ações superficiais e levianas em seu dia a dia.

Sim, a medicina está avançada, em termos.

Basta um mioma, não importa a idade, e começa a luta pela sobrevivência.

Aí se desfaz a aparência da vida, e logo o indivíduo é colocado a refletir sobre aquilo que ele antes não fazia.

Repensar e redirecionar rapidamente a vida, num caminho de paz e de amor ao próximo faz parte desta corrida, lógico, depois de uma boa descoberta de seu sentido último.

Paródia do dia.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O resgate do veado

O veado não pode mais dar os seus saltos elegantemente, porque é pejorativamente confundido com o homossexual. Não pode estufar o peito no meio da campina, que já acham o animal delicado. Enfim, é hora de dizer que se alguém quer ter a vida que quiser, isto é problema da pessoa, mas vamos poupar o pobre bicho deste preconceito humano em cima dele. Deixemos o veado ser veado, ser um bicho como outro qualquer. Em tempo de defesa intransigente do meio ambiente e espécies em extinção, nada melhor do que marcar esta diferença. E o homossexual e os homófobos deixem o pobre do veado em paz

sábado, 8 de dezembro de 2012

Grande imprensa está angustiada com os processos de regulamentação do setor que envolvem países do Mercosul

A fonte de dindin fácil para denegrir os governos de base popular está se esgotando. A Presidenta argentina está numa batalha jurídica feroz para impor restrições aos fabricantes de calúnias, e parece que o imbróglio ainda vai ter continuidade. A rede Globo, noticia qualquer pulguinha que surja nesta área pois vê que em futuro próximo este assunto resvalará no Brasil. Também pudera. Este desavergonhado PIG (Partido da Imprensa Golpista) deixou de denunciar Geraldo Alckmin durante a campanha, sobre a guerra do tráfico em São Paulo, para ajudar o seu candidato que afinal foi derrotado.  Denunciou quando a repercussão do assunto não teria mais prejuízos políticos. E agora, mais do que depressa, volta à campanha de difamação de Dilma, em conluio com a PF. Enquanto isso o PSDB lança a candidatura do encharcado (sabe-se lá de que) do Aécio Neves, neto muito muito distante do velho Tancredo. Afinal o Aécio vai ou não usar o bafômetro.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Geraldo Alckmin vai responder por tantas mortes de inocentes.

Nestes tiros cruzados de crime organizado e esquadrões da morte tolerados pelo Estado, existem muitas mortes de inocentes que estavam no meio do caminho.

Seus familiares não tem força, nem poder político, nem influência na imprensa burguesa, que são os maiores interessados nesta limpeza social e étnica, para poder fazer valer o  seu direito por justiça.

Ao Estado de São Paulo caberiam ações tão duras, que prescindissem  de ações paralelas e ilegais de forças de segurança travestidas de bandidos, igualmente bandidos. Neste tiroteio não se salva ninguém.  Ninguém é puro. Todos estão manchados com sangue humano e prestarão contas a Deus por isto.

O Governador Geraldo  está sendo excessivamente omisso, a ponto de se perguntar se ele não está concordando com esta matança toda, afinal o silêncio grita.

Aonde estão os Procuradores de Justiça, tão corajosos?

Sumiram todos.

Justicinha safada.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Cansei: Bambi é o Corinthians

Conseguir um estádio de graça, só com a puxação de saco, e toda a imprensa vendida. Agora conseguir um patrocínio da Caixa Econômica Federal é uma vergonha para o futebol brasileiro. Time de protegidos, que não sabe andar com as próprias pernas. Estes sim são os verdadeiros bambis

domingo, 18 de novembro de 2012

Sugestão aos que desejam ler contos de Natal.

Sugiro dois contos de Natal para o meu leitor.  O PAPAI NOEL QUE CHORAVA e O PERU DE NATAL. Pesquisem no Pó e leiam. O Peru de Natal é para ser lido para os filhos pequenos ou netos, na noite de Natal. É um conto pequeno e impactante.

Bancos públicos ganham espaço na concessão de crédito

17 DE NOVEMBRO DE 2012 - 13H58 

Parabéns ao Governo Dilma pela vitória parcial sobre os bancos privados, preservando a população brasileira dos juros extorsivos dos bancos privados. Ora, vão produzir! Vão trabalhar, sanguessugas!


A retração dos bancos privados na concessão de créditos fez com que os bancos públicos ganhassem maior participação nesse segmento de mercado, nos últimos quatro anos. Os bancos privados nacionais detinham 47,9% das operações de crédito, em setembro de 2008, mas apesar de o volume de crédito bancário ter dobrado de lá para cá, a participação deles nos financiamentos e empréstimos caiu para 37,1% do mercado.


Os números constam de relatório do Departamento Econômico do Banco Central (BC), segundo o qual os bancos privados estrangeiros também perderam espaço. Eles eram responsáveis, então, por 21,4% dos créditos, mas a participação caiu para 16,7% no último mês de setembro. Em contrapartida, os bancos públicos, que à época detinham 30,7% do estoque de créditos, são agora detentores de 46,2% dos R$ 2,237 trilhões emprestados a terceiros – pessoas físicas e jurídicas.

A alteração nas concessões de crédito tende a aumentar, uma vez que o estoque de financiamentos cresceu 15,8% nos últimos 12 meses, até setembro, de acordo com o relatório do BC. Mas, no mesmo período o Banco do Brasil registrou expansão de 20,5%, e o vice-presidente de Pessoa Física da Caixa Econômica Federal, Fábia Lenza, estimou crescimento muito maior este ano. Ele disse que só no mês de outubro, a Caixa contratou R$ 16,63 bilhões em créditos.

Além da retração natural dos bancos privados na concessão de créditos, depois da crise financeira generalizada com a falência do banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers, em setembro de 2008, dois fatores contribuíram significativamente para a mudança no perfil creditício do país: o crédito consignado, com desconto direto do salário, e o aumento dos financiamentos imobiliários. Dois segmentos em que os bancos públicos têm atuação mais forte; principalmente a Caixa Econômica Federal, gestora dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

O aumento da carteira de crédito foi impulsionada, basicamente, pelo crescimento do emprego e da renda nos últimos anos, de acordo com o diretor de Fiscalização do BC, Anthero Meirelles. Mas ele destacou, também, as contribuições da redução da taxa básica de juros (Selic), de agosto do ano passado para cá, e a política gradativa de queda dos juros bancários, a partir do último mês de abril, capitaneada pelos bancos públicos. Ressaltou, ainda, a expansão do crédito imobiliário, impactado também pelo Programa Minha Casa, Minha Vida.

Fonte: Agência Brasil 


sábado, 17 de novembro de 2012

Netinho de Paula, saco de pancada do PIG e de setores da esquerda

A direita "culta" gosta de advogados, engenheiros, arquitetos para a votar e tornar seus representantes. Por isso um pagodeiro entrar na política é motivo de gozação que traz um substrato racista bem brasileiro.

É o caso de Netinho de Paula, cantor de pagode e apresentador de programa de TV, um verdadeiro vitorioso, nascido na pobreza da perifieria, e que alcançou sucesso por seus próprios méritos.

Em tudo ele é um antídoto ao elitismo da vida política, independentemente de esquerda e de direita, porque apresenta um novo paradigma, que, guardadas as devidas proporções, equipara-se ao dos sindicalistas, do tiririca, e tantos outros desafetos do pedestal da representatividade quatrocentona.

Leio nos jornais que o PT mesmo deixou de apoiar o Netinho na campanha de 2012, para voltar-se para Orlando Silva, traindo um acordo feito. Não sei se é verdade esta história, mas não é impossível. Netinho é visto por "setores progressistas" como um estranho, não "Histórico", ou "debochado". Há um obreirismo que permeia o setor como regra do certo e do errado. Nada mais discriminatório.

Mérito ao PC do B que acolheu e enalteceu o negrão.

Agora ele é convidado para a Secretaria da Igualdade Racial em Sampa, como reparação deste gueto em que ele é posto. 1X0 para Haddad, que desconsidera esta politicalha e traz Netinho para o secretariado.

Este blogueiro há muito vem denunciando a discriminação que é feita a Netinho.

A imprensa golpista, e acrescentaria racista,  usa da imagem de pagodeiro para denegrir a ida de Netinho para a Prefeitura de Haddad.

Desejo boa sorte a Netinho nesta empreitada. Ele nunca será bem visto por estes setores, mas deve continuar com sua alegria e ir em frente.

Afinal ele tem visão, é um personagem progressista, e defensor do povo da periferia.

Vídeo sugere que ditadura ensinou indígenas a torturar



Quem diria...o pau de arara sendo exibido em público. Era "natural".

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Como é difícil ser pai

Nunca pensei em minha vida o quão restritiva é a vida de um pai.

Estou saboreando esta condição hoje, desempenhando um pouco o papel de palhaço. De figura supostamente altiva e representante do poder, passa pelo silêncio consciente para ver crescer aqueles que criou.

Certa vez um Santo me disse: João Paulo, os filhos são a redenção de nossos pecados.

Ele não está canonizado, nem pertence ao rol dos que estão na fila de santificação do Vaticano. Seu nome é Frei Giorgio Callegari.

Palavras sábias, cada dia mais sábias.

Passei a ser tratado como uma espécie extinta sem importância, uma aberração da natureza a ser esquecida.

Não fosse minha fé, e teria me tornado um ermitão, para não ver coroado o desprezo.

Meus pensamentos são desconsiderados, tratados como antigos.

Minhas opiniões são ridículas e chatas.

Tenho a impressão de que já morri, e ninguém me disse ainda do ocorrido.

Penso um pouco no Pai Celeste:

- Será que acontece com Ele também isso?

Infelizmente sou obrigado a admitir que SIM, acontece muito esta situação com Ele.

É um consolo para este reles mortal.

Se não tivesse descoberto Deus, no meio do todo circunstancial inútil que me envolve, e esta situação teria me levado a uma profunda depressão

Mas não; estou com os pés firmes, porque creio em meus pensamentos, ainda que sejam rejeitados, creio em minhas opiniões, mesmo que sejam tratadas com desdém.

É necessário que muitos busquem se afirmar ainda, e me coloco em silêncio pedagógico, em tudo ouvindo e torcendo.

Como sei que o mundo gira, um dia esta mesma tragicomédia chegará aos que denigrem, como aconteceu comigo em várias voltas.

A vida é um devir constante, dialético e espiritual, onde apuramos o que somos pelos outros, numa personalidade coletiva de existência.

Chega!




quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Há uma nova direitona reaça expressiva em Sampa

Isto tudo vem do Serrismo, uma forma de se fazer política denegrindo constantemente o adversário.

Este fascismo tupiniquim  acabou contaminando parte da elite paulista, que após a derrota para a Prefeitura da capital, continua vociferando em altos brados como se a campanha ainda continuasse.

Estou cansado de ver no Facebook temas apresentando Fernando Haddad recuando em suas propostas, isto antes do candidato vencedor por os seus pés na prefeitura paulista.

Antigamente esperavam alguns meses para criticar, dando uma chance para o vencedor, mas isto é passado e não vale para o ódio incontido desta estirpe nova de fascistas de brinco.

Observo o comportamento: como adoram ver José Dirceu condenado. Penso que gozam mais que uma relação amorosa na cama. Ahhhhh...

São o que existe de mais retrógrado em política, combinado com Shoppings, e todas as novidades supérfluas que se apresentam diariamente.

Sonham com o indiciamento de Lula, na cama, gozando...

Penso que no caso destes, nem viagra resolve mais.


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

PT se posiciona tardiamente sobre a ação penal 470


PT aprova documento sobre Ação Penal 470


Nesta quarta-feira (14), durante reunião da Comissão Executiva Nacional, que ocorreu em São Paulo, o Partido dos Trabalhadores (PT), elaborou um documento onde expõe a posição do partido em relação ao julgamento da Ação Penal 470, que condenou José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoíno a duras penas. 


Leia a íntegra da nota:

O PT e o julgamento da Ação Penal 470

O PT, amparado no princípio da liberdade de expressão, critica e torna pública sua discordância da decisão do Supremo Tribunal Federal que, no julgamento da Ação Penal 470, condenou e imputou penas desproporcionais a alguns de seus filiados.

1. O STF não garantiu o amplo direito de defesa

O STF negou aos réus que não tinham direito ao foro especial a possibilidade de recorrer a instâncias inferiores da Justiça. Suprimiu-lhes, portanto, a plenitude do direito de defesa, que é um direito fundamental da cidadania internacionalmente consagrado.

A Constituição estabelece, no artigo 102, que apenas o presidente, o vice-presidente da República, os membros do Congresso Nacional, os próprios ministros do STF e o Procurador Geral da República podem ser processados e julgados exclusivamente pela Suprema Corte. E, também, nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os ministros de Estado, os comandantes das três Armas, os membros dos Tribunais superiores, do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática em caráter permanente.

Foi por esta razão que o ex-ministro Marcio Thomaz Bastos, logo no início do julgamento, pediu o desmembramento do processo. O que foi negado pelo STF, muito embora tenha decidido em sentido contrário no caso do “mensalão do PSDB” de Minas Gerais.

Ou seja: dois pesos, duas medidas; situações idênticas tratadas desigualmente.

Vale lembrar, finalmente, que em quatro ocasiões recentes, o STF votou pelo desmembramento de processos, para que pessoas sem foro privilegiado fossem julgadas pela primeira instância – todas elas posteriores à decisão de julgar a Ação Penal 470 de uma só vez.

Por isso mesmo, o PT considera legítimo e coerente, do ponto de vista legal, que os réus agora condenados pelo STF recorram a todos os meios jurídicos para se defenderem.

2. O STF deu valor de prova a indícios

Parte do STF decidiu pelas condenações, mesmo não havendo provas no processo. O julgamento não foi isento, de acordo com os autos e à luz das provas. Ao contrário, foi influenciado por um discurso paralelo e desenvolveu-se de forma “pouco ortodoxa” (segundo as palavras de um ministro do STF). Houve flexibilização do uso de provas, transferência do ônus da prova aos réus, presunções, ilações, deduções, inferências e a transformação de indícios em provas.

À falta de elementos objetivos na denúncia, deducões, ilações e conjecturas preencheram as lacunas probatórias – fato grave sobretudo quando se trata de ação penal, que pode condenar pessoas à privação de liberdade. Como se sabe, indícios apontam simplesmente possibilidades, nunca certezas capazes de fundamentar o livre convencimento motivado do julgador. Indícios nada mais são que sugestões, nunca evidências ou provas cabais.

Cabe à acusação apresentar, para se desincumbir de seu ônus processual, provas do que alega e, assim, obter a condenação de quem quer que seja. No caso em questão, imputou-se aos réus a obrigação de provar sua inocência ou comprovar álibis em sua defesa—papel que competiria ao acusador. A Suprema Corte inverteu, portanto, o ônus da prova.

3. O domínio funcional do fato não dispensa provas

O STF deu estatuto legal a uma teoria nascida na Alemanha nazista, em 1939, atualizada em 1963 em plena Guerra Fria e considerada superada por diversos juristas. Segundo esta doutrina, considera-se autor não apenas quem executa um crime, mas quem tem ou poderia ter, devido a sua função, capacidade de decisão sobre sua realização. Isto é, a improbabilidade de desconhecimento do crime seria suficiente para a condenação.

Ao lançarem mão da teoria do domínio funcional do fato, os ministros inferiram que o ex-ministro José Dirceu, pela posição de influência que ocupava, poderia ser condenado, mesmo sem provarem que participou diretamente dos fatos apontados como crimes. Ou que, tendo conhecimento deles, não agiu (ou omitiu-se) para evitar que se consumassem. Expressão-síntese da doutrina foi verbalizada pelo presidente do STF, quando indagou não se o réu tinha conhecimento dos fatos, mas se o réu “tinha como não saber”...

Ao admitir o ato de ofício presumido e adotar a teoria do direito do fato como responsabilidade objetiva, o STF cria um precedente perigoso: o de alguém ser condenado pelo que é, e não pelo que teria feito.

Trata-se de uma interpretação da lei moldada unicamente para atender a conveniência de condenar pessoas específicas e, indiretamente, atingir o partido a que estão vinculadas.

4. O risco da insegurança jurídica

As decisões do STF, em muitos pontos, prenunciam o fim do garantismo, o rebaixamento do direito de defesa, do avanço da noção de presunção de culpa em vez de inocência. E, ao inovar que a lavagem de dinheiro independe de crime antecedente, bem como ao concluir que houve compra de votos de parlamentares, o STF instaurou um clima de insegurança jurídica no País.

Pairam dúvidas se o novo paradigma se repetirá em outros julgamentos, ou, ainda, se os juízes de primeira instância e os tribunais seguirão a mesma trilha da Suprema Corte.

Doravante, juízes inescrupulosos, ou vinculados a interesses de qualquer espécie nas comarcas em que atuam poderão valer-se de provas indiciárias ou da teoria do domínio do fato para condenar desafetos ou inimigos políticos de caciques partidários locais.

Quanto à suposta compra de votos, cuja mácula comprometeria até mesmo emendas constitucionais, como as das reformas tributária e previdenciária, já estão em andamento ações diretas de inconstitucionalidade, movidas por sindicatos e pessoas físicas, com o intuito de fulminar as ditas mudanças na Carta Magna.

Ao instaurar-se a insegurança jurídica, não perdem apenas os que foram injustiçados no curso da Ação Penal 470. Perde a sociedade, que fica exposta a casuísmos e decisões de ocasião. Perde, enfim, o próprio Estado Democrático de Direito.

5. O STF fez um julgamento político

Sob intensa pressão da mídia conservadora—cujos veículos cumprem um papel de oposição ao governo e propagam a repulsa de uma certa elite ao PT - ministros do STF confirmaram condenações anunciadas, anteciparam votos à imprensa, pronunciaram-se fora dos autos e, por fim, imiscuiram-se em áreas reservadas ao Legislativo e ao Executivo, ferindo assim a independência entre os poderes.

Único dos poderes da República cujos integrantes independem do voto popular e detêm mandato vitalício até completarem 70 anos, o Supremo Tribunal Federal - assim como os demais poderes e todos os tribunais daqui e do exterior - faz política. E o fez, claramente, ao julgar a Ação Penal 470.

Fez política ao definir o calendário convenientemente coincidente com as eleições. Fez política ao recusar o desmembramento da ação e ao escolher a teoria do domínio do fato para compensar a escassez de provas.

Contrariamente a sua natureza, de corte constitucional contra-majoritária, o STF, ao deixar-se contaminar pela pressão de certos meios de comunicação e sem distanciar-se do processo político eleitoral, não assegurou-se a necessária isenção que deveria pautar seus julgamentos.

No STF, venceram as posições políticas ideológicas, muito bem representadas pela mídia conservadora neste episódio: a maioria dos ministros transformou delitos eleitorais em delitos de Estado (desvio de dinheiro público e compra de votos).

Embora realizado nos marcos do Estado Democrático de Direito sob o qual vivemos, o julgamento, nitidamente político, desrespeitou garantias constitucionais para retratar processos de corrupção à revelia de provas, condenar os réus e tentar criminalizar o PT. Assim orientado, o julgamento convergiu para produzir dois resultados: condenar os réus, em vários casos sem que houvesse provas nos autos, mas, principalmente, condenar alguns pela “compra de votos” para, desta forma, tentar criminalizar o PT.

Dezenas de testemunhas juramentadas acabaram simplesmente desprezadas. Inúmeras contraprovas não foram sequer objeto de análise. E inúmeras jurisprudências terminaram alteradas para servir aos objetivos da condenação.

Alguns ministros procuraram adequar a realidade à denúncia do

Procurador Geral, supostamente por ouvir o chamado clamor da opinião pública, muito embora ele só se fizesse presente na mídia de direita, menos preocupada com a moralidade pública do que em tentar manchar a imagem histórica do governo Lula, como se quisesse matá-lo politicamente. O procurador não escondeu seu viés de parcialidade ao afirmar que seria positivo se o julgamento interferisse no resultado das eleições.

A luta pela Justiça continua

O PT envidará todos os esforços para que a partidarização do Judiciário, evidente no julgamento da Ação Penal 470, seja contida. Erros e ilegalidades que tenham sido cometidos por filiados do partido no âmbito de um sistema eleitoral inconsistente - que o PT luta para transformar através do projeto de reforma política em tramitação no Congresso Nacional - não justificam que o poder político da toga suplante a força da lei e dos poderes que emanam do povo.

Na trajetória do PT, que nasceu lutando pela democracia no Brasil, muitos foram os obstáculos que tivemos de transpor até nos convertermos no partido de maior preferência dos brasileiros. No partido que elegeu um operário duas vezes presidente da República e a primeira mulher como suprema mandatária. Ambos, Lula e Dilma, gozam de ampla aprovação em todos os setores da sociedade, pelas profundas transformações que têm promovido, principalmente nas condições de vida dos mais pobres.

A despeito das campanhas de ódio e preconceito, Lula e Dilma elevaram o Brasil a um novo estágio: 28 milhões de pessoas deixaram a miséria extrema e 40 milhões ascenderam socialmente.

Abriram-se novas oportunidades para todos, o Brasil tornou-se a 6a.economia do mundo e é respeitado internacionalmente, nada mais devendo a ninguém.

Tanto quanto fizemos antes do início do julgamento, o PT reafirma sua convicção de que não houve compra de votos no Congresso Nacional, nem tampouco o pagamento de mesada a parlamentares. Reafirmamos, também, que não houve, da parte de petistas denunciados, utilização de recursos públicos, nem apropriação privada e pessoal.

Ao mesmo tempo, reiteramos as resoluções de nosso Congresso Nacional, acerca de erros políticos cometidos coletiva ou individualmente.

É com esta postura equilibrada e serena que o PT não se deixa intimidar pelos que clamam pelo linchamento moral de companheiros injustamente condenados. Nosso partido terá forças para vencer mais este desafio. Continuaremos a lutar por uma profunda reforma do sistema político - o que inclui o financiamento público das campanhas eleitorais - e pela maior democratização do Estado, o que envolve constante disputa popular contra arbitrariedades como as perpetradas no julgamento da Ação Penal 470, em relação às quais não pouparemos esforços para que sejam revistas e corrigidas.

Conclamamos nossa militância a mobilizar-se em defesa do PT e de nossas bandeiras; a tornar o partido cada vez mais democrático e vinculado às lutas sociais. Um partido cada vez mais comprometido com as transformações em favor da igualdade e da liberdade.

São Paulo, 14 de novembro de 2012.

Comissão Executiva Nacional do PT.

domingo, 11 de novembro de 2012

A censura na ditadura era deste jeito











Enquanto o IBGE identifica 19 novas relações familiares, a casa das noivas pega fogo em São Paulo

Ironia do destino ou sinal dos céus a mostrar a grande transformação pela qual passa o nosso país.

Não é apenas um incêndio, é o fim de um período que foi queimado.

Agora a miscigenação social, não racial, é de tal forma acentuada, que os modelos estão em desuso.

Tudo é possível, e pode ser testado.

Descobre-se que o mundo não satisfaz, e inventa-se até que algo se projete, ou descambe, construa ou derrube.

Experiências feitas com base em escombros.

Um dia depois do outro.

A legalização da droga, e o crime organizado que precisa ser combatido.

A família e as diversas tribos e culturas.

As guerras e as ideologias rarefeitas.

Sobram os fundamentalismos, a nova idade média.


Uivam as ovelhas.
Mas o tempo é inexorável, e o espaço limitado.


Um vômito suja o espelho da vida.

Um chocolate é colocado para dentro do silêncio.

O menino está prestes a ser fecundado, em uma nova mãe esquecida.

O adeus nunca conviveu tanto com a presença, sem vergonha de sonhar.

Não há mais vocabulário nem sincronia, há uma busca qualquer que ela seja.


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

A Universidade dos Enfermos

Qual professor ensina mais sobre o interior do ser humano que um enfermo?
Quem é capaz de se ver desprovido de fé, para depender apenas e tão somente do criador?
Não! Todos são muito cheios de fé, insuportavelmente cheios de fé.
Quem é capaz de ensinar o fim?
Alguém?
Duvido.
O mundo procura obstinadamente o poder, o lucro, o domínio, e esconde a morte porque sabe que ela não tem bagageiro.
A morte ordena que se deixe tudo para trás, como uma tragicomédia da busca humana que leva a nada.
A vida egoísta daqueles que pisam é idêntica a dos que sofrem perseguições.
Há uma igualdade justa e tardia.
Não importa, porque é um caminho comum.
O outro lado?
Mas há lado? Não é um inteiro? Um todo?
A vida é uma caixa de segredo a ser aberta por cada ser vivente, na busca da explicação dela mesma, de suas razões e enganos.
Quanto ensinamento traz o enfermo, nesta porta que se destranca, antes de abrir.
Observo o silêncio de quem se prepara para ir, e percebo como se tornaram puros.
Que mistério!


Crime organizado só acabará em São Paulo com a entrada das Forças Armadas

Embora o Governador Geraldo Alckmin diga que não precise do exército para ajudar, pois sabe que isto desmoralizará sua administração, a verdade é que somente com a entrada das Forças Armadas, em uma ação semelhante a que ocorre no Rio de Janeiro, e no caso paulista, com uma legislação de exceção para este caso, se poderá eliminar este câncer que destrói tantas vidas em nosso estado.
Já se pode comparar com a máfia este movimento. Assistimos também a tendência de formação de milícias em Sampa, pois os esquadrões da morte estão agindo com total liberdade, protegidos mesmo.
Estamos assistindo a uma guerra civil combinada com uma ordem social, que em pouco tempo pode degenerar em um convulsão.
Não se pode esperar mais.
Ação!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A difícil comunicação interior

Ando meio descrente da comunicação verbal e permaneço longos períodos em silêncio.

Porque fala-se o óbvio, ou para reforçar crenças já consolidadas, ou para concordar com outros que dizem o mesmo.

Quando se percebe o tempo passou e a situação continua inalterada.

A comunicação pressupõe uma concordância vulgar, que só se justifica pela necessidade do auto convencimento contínuo.

Daí meu silêncio.

Onde os outros vêem grandes problemas e falam bastante, enxergo que este não é tão grande assim; tornou-se grande por força da expressividade verbal.

Quando em silêncio, aí sim, minha mente se comunica comigo em várias dimensões e diversas profundidades.

Tenho pensamentos recônditos, distantes, que não conseguem transformar-se em uma forma nítida, mas me invadem cá e lá, e logo desaparecem antes que possa refletir melhor.

Tenho pensamentos invasores, carnais, vinculados aos meus instintos e que me assombram a todo instante, após os olhos, questionando minha lógica e minha fé.

Os pensamentos profundos, muitos permanecem em um poço, de onde posso apreciar, de longe, sua importância, mas não afloram, e isto me incomoda sobremaneira.

Dizem respeito aos caminhos da espiritualidade, aos verdadeiros engajamentos que nunca faço, aos meus erros e pecados, desde os medonhos até os bem elaborados e sutis.

Ali também estão guardadas também todas as mágoas e incompreensões.

Às vezes, no final da noite alguém fala muito rapidamente em minha mente, e preciso decodificar que mensagem traz; não parece deste mundo.

Quer que eu seja profeta.

Minha boca anda fechada, mas a leitura interior está bem aberta.

A verdade?!

Bem, a verdade continuaria uma incógnita, se Jesus Cristo não tivesse dito que Ele é a verdade e a vida.

domingo, 4 de novembro de 2012

CARLOS MARIGHELLA! PRESENTE!


Hoje aniversário de morte de Carlos Marighella, o seu soneto LIBERDADE


LIBERDADE

soneto de Carlos Marighella

Não ficarei tão só no campo da arte,
e, ânimo firme, sombranceiro e forte,
tudo farei por ti para exaltar-te,
serenamente alheio à própria sorte.

Para que eu possa um dia contemplar-te
dominadora, em férvido transporte,
direi que és bela e pura em toda parte,
por  maior risco em que essa audácia importe.

Queira-te eu tanto , e de tal modo em suma,
que não existe força humana alguma
que esta paixão embriagadora dome.

E que por ti, se torturado for,
possa feliz, indiferente à dor,
morrer sorrindo a murmurar teu nome.

São Paulo, Presídio Especial, 1939


sábado, 3 de novembro de 2012

Interessante reflexão do Professor Paulo Roberto sobre o Novo Acordo Ortográfico


PAULO ROBERTO LABEGALINI -   Escritor católico, Professor Doutor da Universidade Federal de Itajubá-MG. Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da UNIFEI.


publicado por solpaz às 16:50
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LAURENTINO SABROSA - O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO E ALGUMAS DIVAGAÇÕES A PROPÓSITO - Vl

        






Quando se diz que o povo é que faz a língua, referimo-nos, por só assim ser verdade, à linguagem falada, na sua fonética e na sua sintaxe, não na ortografia.
É evidente que esta é posterior à pronúncia e à construção da frase. Como foi fixada a pretendida correcção da grafia da palavra? Basicamente, essencialmente, por convenção. Esta palavra convenção encerra em si uma convenção : a de que se deve escrever convenção  e não convenssão . E por que não é convenssão? Porque a etimologia da palavra assim o indica. Devo dizer ao leitor, porventura menos informado que a formação das palavras não obedece sempre à etimologia – há muitas vezes intervenção de fenómenos linguísticos complexos, entre os quais os relacionados com o aparelho fonador do ser humano. A Fonética, que no seu estudo também tem em conta esse aparelho fonador, é um capítulo essencial e nada fácil, quando se quer abordar toda a estrutura de uma língua.
Se convencionarmos estabelecer uma ortografia segundo a pronúncia, então alguns milhares de palavras, para que haja uma certa lógica, devem ser alteradas. Em minha opinião, não faz muito sentido virem-nos dizer que deve ser batismo e nãobaptismo, em virtude de o p ser consoante muda, mas continuar a ser habilidade e hífen, apesar de aí termos um h como consoante muda. Quer-se fazer uma total aproximação da ortografia à pronúncia por fases? Parece. Já se escreveu herva, estando o h inicial abolido por não ser pronunciado. No entanto, continua a ser herbáceo. Vá-se lá compreender! A linguagem falada, em expressões populares, em manifestação de ideias e sentimentos, muitas vezes não tem lógica, e isso enriquece-a muito; a linguagem escrita, essa sim, talvez tivesse mais beleza e perfeição se tivesse mais lógica do que a falada. Se sempre se tivesse escrito erva e herbáceo, eu atribuía isso aos tais fenómenos linguísticos,  a que me referi; mas se me vêm dizer, ao fim de tantos anos, que herva afinal deve ser erva (sem h) mas continua a ser herbáceo (com h), eu começo a duvidar da justeza da ordem e da idoneidade de quem a dá. Portanto, para uma aproximação da ortografia à pronúncia, como parece ser preocupação do Acordo, o h inicial devia desaparecer por em português ser consoante muda. E muitas outras coisas deviam ser modificadas. Por exemplo: deve ser pessoua e abençoua, nãopessoa e abençoa; se o e soa como i, porque não ser mesmo i?; se o o soa como u, porque não ser mesmo u ?
O que é português vernáculo? O termo vernáculo tem na sua origem uma certa ideia de escravidão, ou, pelo menos, de obediência às origens, à terra, à casa em que se nasceu. Por extensão de significado, um termo é vernáculo se no seu uso, na sua grafia, obedecer à pureza com que foi formado. Será que, por exemplo, ator, fator, setor, seleção, batismo, é português vernáculo? quando no latim de que derivam, existe a consoante que o Acordo lhes roubou, e ainda continua a existir em francês, em inglês e, em certos casos, até em alemão?
Os teóricos do Acordo dizem pretender uma simplificação do idioma. Mas, na verdade, se simplificam em alguns pontos, em muitos mais complicam grandemente. A “ortografia unificada”, conforme designação oficial, estabelece que:

1) – pára (do verbo parar) passa a ser para, não se distinguindo de para (preposição)
2) – mas pôr (verbo) continua a ser pôr para se distinguir de por(preposição);
3) – forma (subst.) pode ser, forma ou fôrma, se a quisermos distinguir de forma (do verbo  formar)
4) – mas substantivos como acordo, acerto, cerca, que agora não têm acento, continuam sem acento, não havendo preocupação de os distinguir das formas verbais;
5) – pode (pretérito perf. de poder) tanto pode ser pode comopôde, conforme quisermos, embora se recomende a forma pôdepara a distinguir de pode (presente do indicat. de poder);
6) – demos (presente do conj.), poderá ser demos ou dêmos, para se distinguir de demos (pret.perf. do indicat. de dar);
7) – as formas verbais em -amos (pretérito perfeito dos verbos de tema em ar, como amar), poderão ser escritas sem acento, embora possam confundir-se com as formas verbais do presente do indicativo; assim o que agora se escreve passámos, pode ser escrito passamos, e só pelo sentido se pode saber se é presente ou não : “nós passamos”, é agora ou foi há duas horas?
8) – são abolidos os acentos de palavras graves com ditongo emoi; assim, passa a ser
joia e  boia – mas a verdade é que vai custar bastante não ler  aquele oi como na palavra boi .

(continua)

Novos desafios à partir de 05/11/2012

A partir do dia 05/11/2012 estarei começando nova atividade profissional dentro de uma perspectiva de profunda valorização humana.

Começo a trabalhar no IBCC, Instituto Brasileiro de Controle do Câncer. É uma instituição Camiliana de primeira grandeza.

Pode-se afirmar que é quase um hospital público, pois perto de 60% dos atendimentos são pelo SUS, mas com característica de hospital privado, com sua organização, limpeza e condições de trabalho espaçosas e de tecnologia avançada.

Estreio em uma função singular, a qual já trago uma experiência de 17 anos, como suporte para bem desempenhá-la: trabalharei assessorando as Pastorais de Saúde que existem lá.

A função principal é a de visita e conforto ao enfermo. Tudo o mais gira ao redor desta atividade.

Trata-se de um grande presente de Deus para este pó, em escolher-me para papel tão altivo e nobre.

Pois estarei diante de pessoas com vários graus de enfermidade e compreensão da vida, dispostas ou não a falar.

Com todas seguirei o que quiserem.

Se necessário farei silêncio absoluto.

Nunca ultrapassarei o desejo destes meus patrões.



quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A temperatura em Sampa enlouqueceu e já faz tempo

Hoje e ontem em Sampa foram dias de muito, muito calor, batendo recordes em décadas.

Podem dizer o que quiserem, mas vejo nisto o resultado predatório do ser humano sobre a natureza como um todo.

Estamos assistindo a um paulatino fim de nosso planeta.

E o que é o pior: o ser humano mostra-se incapaz de fazer um movimento na direção da preservação do meio ambiente, ainda que muitos estejam conscientes de que estão destruindo o planeta.

Lembra o boi quando percebe que está indo para o matadouro: muge sofrido, mas não consegue evitar a sua morte.

Estamos no limiar de uma guinada nas políticas públicas ambientais. O Estado Pós Contemporâneo deverá inventar uma nova política  onde o homem e a mulher responderão pelo seu descaso.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Halloween: como devolver-lhe o sentido cristão?


A verdade sobre a festa que as crianças comemoram por influência anglo-saxônica
Por Nieves San Martín
Terça-feira, 30 de outubro de 2012 (ZENIT.org ) - A grande tradição da Festa de Todos os Santos remonta a séculos. A celebração da comemoração dos fiéis defuntos, no dia seguinte, é mais recente. As duas celebrações cristãs, fundidas em uma, acabaram se transformando numa festa em que hoje cabe um pouco de tudo e que, no entanto, se esqueceu das suas origens: oHalloween.
A festa de Todos os Santos já era celebrada na Igreja de Roma e foi fixada pelo papa Gregório III (731-741) no dia 1º de novembro. Gregório IV (827-844) estendeu a festa a toda a Igreja.
O costume de recordar e rezar pelas pessoas falecidas é mais antigo do que a Igreja: ele existia também em muitas culturas pré-cristãs. Já a festa litúrgica em memória dos fiéis defuntos remonta ao dia 2 de novembro do ano de 998, quando foi instituída por Santo Odilon, monge beneditino e quinto abade de Cluny, no sul da França. No século XIV, Roma adotou a prática e a festa foi gradualmente se estendendo a toda a Igreja.
O nome Halloween é a deformação popular da expressão, usada na Irlanda, All Hallows' Eve, ou simplesmente Vigília de Todos os Santos. Esta antiquíssima festa chegou aos Estados Unidos com os imigrantes irlandeses e se enraizou rapidamente na nova nação. Depois de sofrer uma radical transformação, a festa fez o caminho de volta até o velho continente, graças à influência de todas as tendências do gigante norte-americano em todo o mundo. A velha Europa adotou as abóboras iluminadas e passou a animar festas infantis que misturam carnaval com os pedidos de doces que já eram feitos pelas crianças das tradições latinas. Aliás, quando os meus pequenos vizinhos vêm à minha casa pedir guloseimas vestidos de bruxas e diabinhos, eu os faço antes cantar uma cantiga natalina.
Em muitos países, o Dia de todos os Santos e o dia seguinte, o dos mortos, são jornadas em que a família visita o cemitério e relembra os seus entes queridos. Na Espanha, as famílias costumam fazer doces para presentear às crianças, em especial um marzipã recheado chamado “huesos de santo” [ossos de santo]. As crianças ganham doces e vão se familiarizando, com naturalidade, com a ideia de que a vida terrestre não é eterna. A outra vida é que é.
No México, onde a festa dos mortos tem origem pré-hispânica e era celebrada em outras datas, o festejo abrange atualmente tanto o dia de Todos os Santos quanto o dia dos fiéis defuntos. A data é celebrada neste mesmo formato também em outros países da América Central e do Sul, assim como em muitas comunidades hispanas dos Estados Unidos. Para os mexicanos, o Dia dos Mortos é a parte mais popular do festejo. Enquanto alguns levam flores aos cemitérios, outros dedicam a jornada à memória das pessoas próximas que já partiram, começando de madrugada a montar um altar doméstico: alguns altares são verdadeiras obras de arte. A forma mais simples de fazer esse altar é preparar em casa uma mesa coberta com um manto e expor nele fotografias da pessoa ou das pessoas falecidas, adornadas com flores e lembranças.
O que certamente o Halloween não é: uma festa ocultista, por mais que haja quem queira transformá-la nisto.

Leilão de obras e objetos de Oscar Niemeyer é dilapidação da memória do povo brasileiro

O Brasil do século XXI nem sequer deixa falecer os seus heróis para começar a vender suas obras.

Pelo visto, os netos de Oscar Niemeyer viram, em suas obras, valores econômicos mais do que valores culturais do povo brasileiro, tudo para o benefício de suas vidas particulares.

Agora podem dividir o dinheiro do espólio entre eles, arautos do capitalismo.

Bastou a filha morrer, exatamente aquela que preservava o seu imenso patrimônio, para os netos assumirem estes bens numa sistemática capitalista de transformá-los em dinheiro.

Quem perde com isto é toda a população brasileira, acostumada a ver o velho comunista desprezar a riqueza e enaltecer os valores sociais da justiça, da liberdade, enfim do socialismo.

E tem gente que está achando isto muito normal!

Assistimos o silêncio governamental, seja municipal, estadual e federal.

Onde estão os Secretários da Cultura?

Afinal o que estão fazendo, omissos!

Alguém têm que intervir nesta roubalheira pública do patrimônio nacional de Oscar Niemeyer.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Apelo dos bispos de Damasco depois do assassinato do sacerdote grego-ortodoxo Fady Haddad


É importante percebermos o quanto as igrejas da Síria identificam o atual conflito como sendo engendrado e realizado por forças externas ao país e ao seu povo. Retirei do Zenit.
Sacerdote e mártir
Segunda-feira, 28 de outubro de 2012 (ZENIT.org ) – Apresentamos em tradução portuguesa o texto do apelo lançado pelo Conselho de Bispos de Damasco, na Síria, depois da morte do sacerdote grego-ortodoxo Fady Haddad.
Depois de completar seus estudos no Seminário de São João Crisóstomo em Balamand, Norte do Líbano, o padre Fady HADDAD foi ordenado sacerdote no Patriarcado greco-ortodoxo em Damasco, em 1995, e nomeado pároco da paróquia de Santa Elias em Catana, nos arredores do sudoeste de Damasco, uma pequena cidade atingida pela crise.
Em uma tentativa de mediação para liberar um paroquiano seqüestrado por um grupo armado, Padre Fady (43 anos) foi, por sua vez, seqüestrado no 18 de Outubro de 2012 e encontrado morto com um tiro na cabeça no dia 24 de outubro de 2012 ...
É o segundo sacerdote-mártir na Síria desde a eclosão da violência.
O primeiro sacerdote assassinado foi o padre Bassilios NASSAR, assassinado em janeiro de 2012 em Hama (200 km ao norte de Damasco) ao tentar resgatar um homem ferido.
Os bispos de Damasco (6 ortodoxos e 4 católicos) reunidos no dia do funeral do padre HADDAD lançaram quinta-feira, 25 de outubro o seguinte apelo:
1) Apresentamos as nossas sinceras condolências à Igreja grego-ortodoxa: o Patriarca Ignácio IV, Sínodo, clero e paróquias, orando ao Senhor para que acolha no seu reino o sacerdote-mártir e todos os mártires da Síria.
2) Deploramos fortemente os ataques que têm como alvo civis inocentes, os locais de culto cristãos e muçulmanos e os homens de religião envolvidos na ajuda humanitária e espiritual nesses dias de sofrimento que marca a nossa amada Síria.
3) Deploramos a conspiração estrangeira que está semeando o mal e destruição no nosso pacífico País, porque a violência e a divisão não são da natureza do povo sírio e das suas tradições pacíficas.
4) Renovamos o nosso apelo para a reconciliação, o fim das violências, da proliferação das armas e da efusão de sangue, convidando ao diálogo para encontrar uma solução que garanta a paz, a justiça, a liberdade e a igualdade de todos os cidadãos.
5) Apresentamos os melhores desejos para os nossos irmãos muçulmanos por ocasião do ALADHA (Eid el-Kebir), dizendo-lhes: A vossa festa é a nossa festa, as vossas alegrias e as vossas tristezas são também nossas. Vivemos como irmãos, e irmãos seremos.
6) Concluímos agradecendo ao sacerdote mártir coroado pelo Senhor. Só o Senhor saberá consolar a sua Igreja, a sua paróquia, a sua família e trazer a paz para a Síria.
Damasco, 25 de outubro de 2012,

Dos Esquadrões da Morte às Milícias, um pequeno passo

Estamos às vésperas de possuirmos muitos grupos de milicianos espalhados pelo território paulistano e paulista, devido à omissão do Governo Estadual em extirpar com o crime organizado.

Em consequência, grupos de Esquadrões da Morte estão se formando nas nossas honradas Corporações Policiais.

Nâo é novidade para a população de Sampa que estas mortes de pessoas em bares e esquinas, ou praças, são respostas que os Esquadrões da Morte dão ao extermínio de políciais , principalmente fora de seus horários de trabalho.

É tão óbvio...

Basta um policial assassinado, e horas depois começa a chacina.

Como o Secretário de Segurança não admite que existe uma guerra com o crime organizado, também não pode admitir que policiais estejam tomando a justiça em suas próprias mãos, como resposta.

E assim vamos fazendo de conta que está tudo bem e que não está acontecendo nada.

Os policiais morrem por acaso e as pessoas nos bares e praças são assassinados pelo controle de pontos de tráfico na guerra de traficantes.

Como se fôssemos uns ignorantes, vejam só.

Lembra muito os assassinatos durante a ditadura militar, noticiados como acidentes ou guerra de grupos.

Geraldo Alckmin está sendo um incompetente em resolver este problema.

Será que existe alguém com coragem para ir até a raiz disto tudo e resolver o problema?

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Irresponsabilidade do Governador Geraldo gera esquadrões da morte

Ninguém pode falar nada com medo de ser perseguido e ameaçado, mas o fato é que a política de segurança do Governador Geraldinho Xuxu permitiu o crescimento do crime organizado no Estado de São Paulo.
Por outro lado, a sua inação efetiva, está gerando esquadrões da morte que assumem a justiça nas próprias mãos..

Final de campanha em Sampa deixa clima de confronto

O normal é vermos o candidato eleito ser respeitado pelo adversário.

Não é o que acontece em São Paulo.

Estou lendo inúmeras matérias revanchistas contra Haddad na internet.

O clima é de total incoerência,a ponto de se dizer que o povo foi burro em votar no petista.

Quero deixar o meu protesto a esta falta de espírito democrático, porque não dizer fascista..

O futuro dirá a todos se a votação foi correta ou errada.

sábado, 27 de outubro de 2012

Último debate em Sampa: Haddad ganhou, e Serra também foi bem

Não foi entretanto suficiente para provocar alterações no quadro consolidado dos eleitores de Sampa.

Assim, só mesmo uma alteração subjetiva muito forte pode ser capaz de modificar as posições onde Haddad está de 15 a 20% na frente do tucano.

Ou os institutos de pesquisa estão nos enganando, o que não seria uma novidade.

Vanusa canta o hino nacional




Depois de fazer propaganda dos cartões visa ironizando o Hino Nacional que ela cantou se embralhando toda, sinto-me à vontade agora de relembrar tão significativo evento.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

86 PMs assassinados este ano de 2012

Quem é o responsável por estes assassinato?

Geraldo Alckmin.

Ele tem feito vistas grossas ao surgimento, crescimento, e agora domínio do crime organizado em Sampa.

Ele esconde sua responsabilidade, por OMISSÃO.

À partir de agora, e não é preciso mais ter uma bola de cristal para saber, que irão surgir vários grupos de milícias, em consequência dos grupos paramilitares que estão agindo em resposta aos assassinatos.

Parabéns Geraldo XUXU!

Encontrado morto sacerdote ortodoxo sequestrado em Damasco


ESTÃO MATANDO AQUELES DEFENSORES DA PAZ. O TERROR NA SÍRIA, FINANCIADO PELAS GRANDES POTÊNCIAS MAIS TURQUIA, ARÁBIA SAUDITA E QUAIT NÃO POUPA NINGUÉM. ESTÃO EXTIRPANDO O CRISTIANISMO DO ORIENTE MÉDIO 
Corpo mostra sinais de tortura
quinta-feira, 25 de outubro de 2012 (ZENIT.org ) -. O corpo do sacerdote greco-ortodoxo, Padre Fadi Jamil Haddad, pároco da igreja de Santo Elias em Qatana, foi encontrado hoje no bairro de Jaramana (norte de Damasco) , não muito longe de onde ele foi sequestrado em 19 de outubro por um grupo armado não identificado.
A noticia foi confirmada à agência de notícias Fides por um membro da comunidade Greco-ortodoxa do padre Haddad, pedindo anonimato.
"Seu corpo foi terrivelmente torturado, atingindo-lhe os olhos - disse com lágrimas à Fides -. Padre Haddad é um mártir da nossa Igreja”.
Sobre a responsabilidade do ato terrível acusações são lançadas entre as forças da oposição (que acusam as milícias leais ao regime) e as autoridades do governo, que acusam as gangues armadas favoráveis a rebelião armada.
Os sequestradores pediram à família do sacerdote e à sua Igreja um resgate de 50 milhões de libras sírias (cerca de 550.000 euros). No entanto, foi impossível encontrar o dinheiro e satisfazer a essa demanda exorbitante.
Uma fonte consultada condena "a terrível prática, presente por meses nesta guerra suja, de sequestrar e matar civis inocentes".
Entre as várias comunidades cristãs na Síria, a greco- ortodoxa é a maior (com cerca de meio milhão de fiéis) e concentrou-se principalmente na parte ocidental do país e em Damasco.
(Trad.MEM)

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O centro de Sampa continua o mesmo

A Praça Marechal Deodoro continua com o fedor das fezes humanas, só que desta vez não existe mais a segurança presente, que antes acordava os que dormiam por lá, para deixá-la disponível para a população como um todo.

O lixo continua jogado nas ruas. A Barra Funda é um lixão só de sujeira por toda a parte.

A Praça da Sé está largada. O Anhangabaú esquecido.

Parece que Kassab acusou o golpe e desistiu de gerenciar a cidade neste final, deixando o entulho para Haddad, porque parece que Serra já perdeu.

Isto saberemos domingo.

Não se canta vitória antes do tempo.

Últimos dias de campanha em Sampa está recheado de calúnias.

Os tucanos se perguntam porque o eleitor não se indignou com o resultado do processo do chamado mensalão?
À primeira vista minha impressão é a de que o processo no STF tem conotação nacional, e o eleitor está com os olhos na problemática local, daí uma certa distância.

Acredito também que o PSDB poderia ter lançado outros candidatos mais jovens, até para renovar o seu quadro de líderes que, cá entre nós, está com o prazo de validade vencido.

Observando os números preliminares desta última pesquisa apresentada esta noite, observo que Serra teve um crescimento de 2% entre o eleitorado que estava indeciso.

Parece que o eleitorado de Haddad não se alterou.

Isto significa que o quadro parece consolidado.

Mas eleição só se sabe quando as urnas são abertas.

Cansei de ver resultados nas urnas diferentes daqueles apresentados pelos institutos de pesquisa.

Vejo também que o PT e os demais partidos populares estão bastante enraizados na periferia, já de longa data, como se pode notar nas eleições passadas.

O papel de Lula não pode ser de nenhuma forma descartado. ele colocou Haddad e o promoveu, e o resultado está aí. Isto com a laringe e tudo afetados.

A vitória de Haddad coloca o PSDB de Minas na frente do de SP na escolha do candidato a Presidente: Aécio Neves.

Surge a possibilidade real  de um namoro do PSDB com o PSB para 2014, que deve provocar uma reviravolta no alinhamento do bloco de apoio de Dilma desde já, no sentido de impedir que isto ocorra.

O lugar do PMDB é que está na ordem do dia.

A impressão que se tem é que o arco de apoio a Dilma é tão grande que pode acabar não contentando os interesses seja ao PMDB seja ao PSB.

Será necessária muita habilidade política para refrear este processo em curso.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

"Cristãos de Damasco e da Síria precisam de amizade e das orações de todos"


Arcebispo maronita de Damasco fala sobre as primeiras reações após explosão de carro-bomba
Os cristãos sírios estão lá desde o início do cristianismo e já passaram por várias dificuldades e alguns massacres. Este atentado agora, com vários mortos, tem a finalidade de procurar extirpar os cristãos da Síria.

 23 de outubro de 2012(ZENIT.org ) - O ataque perpetrado no domingo, 21 de outubro, no bairro Bab Touma na véspera da missão de paz que levará à Síria cardeais e bispos delegados do Sínodo dos Bispos, renova para os cristãos sírios ansiedades e perguntas que apenas "nos próximos dias poderão ter uma resposta". Mas enquanto isso, "muitos tomaram o caminho do êxodo. Outros se preparam para a possibilidade de uma partida apressada". E uma igreja sem fiéis é destinada a se tornar como uma "testemunha muda".
Assim, numa nota enviada à Agência Fides, o arcebispo maronita de Damasco, Samir Nassar, fala sobre as primeiras reações verificadas entre os cristãos da capital síria após um carro-bomba ter explodido na área cristã da Cidade Velha causando 13 vítimas e dezenas de feridos.
O Arcebispo Nassar descreve as cenas de pânico que ele testemunhou, com os pais correndo aflitos "a procurar seus filhos nas escolas do bairro", enquanto as sirenes de ambulâncias acentuam a sensação insuportável de viver num época apocalíptica. "Alguns fiéis - ressalta - se ajoelharam para rezar o rosário, implorando Nossa Senhora da Paz, antes da missa, que começou com 20 minutos de atraso... Eu celebrei a missa de domingo às 18h, para 23 pessoas apenas, rezando pelas vítimas da manhã e pelos muçulmanos que na Síria estão se preparando para celebrar a festividade de Eid al Adha, em 26 de outubro, na tristeza e no silêncio".
O bairro de Bab-Touma é um lugar simbólico para os mártires do cristianismo na Síria. Aqui - lembra o Arcebispo Nassar - nas mesmas ruas que São Paulo percorreu no tempo de sua conversão e batismo recebido por Ananias, "11 mil mártires em 1860 avermelharam com o sangue cada centímetro quadrado". Até agora Bab-Touma tinha sido poupada da violência que perturba a Síria desde 15 de março de 2011. Agora - se pergunta Nassar - que mensagem quiseram dar com um massacre planejado de domingo, bem na parte da Cidade Velha , onde estão concentradas as igrejas cristãs? "É uma violência gratuita que bate na porta para aterrorizar os últimos cristãos já sofridos?" Antes do terror e da violência - conclui o Arcebispo maronita - o anúncio cristão se manifestava como o da "Cruz redentora, do amor e do perdão". E os cristãos de Damasco e da Síria precisam de amizade e das orações de todos para enfrentar a condição marcada por uma "solidão caótica e amarga".