Trago uma ansiedade
por estar junto,
não saber o que falar,
envergonhar-me por não falar.
Quero respirar fundo junto,
a brisa da manhã,
Sol transfigurando,
noite em dia,
em alegria
gratuita,
fortuita,
o mundo.
Trago a delicadeza dos afagos
que não nos permitimos,
silenciosamente amados,
estranhas distâncias
não declaradas.
Despeço repentinamente
a informalidade
e envergonho-me
dos imensos
choques culturais
que me elitizam,
na 3ª idade.
Caminho a imagem
que me impõem,
durissima,
querendo ser selvagem,
eu que sou da paz,
muitas vezes
incapaz...
Avanço como posso
reclusão e ação,
ora aqui ora ali,
revoltado e manso,
integrada exclusão.
Deixo um legado
de incertezas,
altas estaturas
fraquezas,
desenvoltas
miudezas,
combinadas
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