Em calabar teu nome tantas vezes,
denunciei aos portos teu ofício.
Que não permitam mais o contrabando
da muamba invisível,
o difícil
descaminho dos sons.
Esse ritmo cravado na memória.
Da muamba invisível, esse ritmo
cravado na memória
(dez sílabas, seis sílabas,
não sei
quem plantou as provas na bagagem).
Não compreendo que exponham nas vítrines
as sedas, porcelanas, os temperos,
especiarias exóticas, as quebras
de ritmo e contratos
contrabandeados.
Calabar
é verbo e metonímia.
Adelante!
Denuncio à autoridade aduaneira
os planos e as mudanças
de quem mudou de lado tantas vezes.
No pasarán!
No pasarán pelo fio da navalha
da alfândega.
Fiscais aduaneiros,
revistai também os bolsos de quem chega
carregando perfis e avatares.
Carregando perfumes e lembranças.
Transportando perfumes e lembranças,
especiarias exóticas, essência
de sábados.
Nenhum comentário:
Postar um comentário