domingo, 27 de outubro de 2013

Maldigo tudo!

Esperam que eu traga a esperança?
Não!
Eu não tenho esta esperança
que vocês esperam!

A fé?
Os descaminhos
ao longo
do trajeto
desfiaram
a fé.

Não esperem
de mim
fé.

Esperem o que eu diga
independentemente da fé.

Que eu dê exemplo de amor?
Que amor?
Porque aqui está
uma pessoa fria
e desbotada
com sorrisos
escondidos
e declarações
sob lençóis.

Não falo do amor
publicamente
porque poucos
serão capazes
de entender
 uma minoria
praticante.

Perseverar é uma meta pública!
Os empresários adoram
quando se chega
a este tema.

A realidade
porém,
ao primeiro sinal,
saem destruindo
todo estímulo
determinação
dos pequenos.

Falsos!

Desejar a paz?
Ora, paremos com esta
mentira!

Se existe espécie
mais sedenta
de sangue,
mais propícia
ao assassinato
ao crime!
É a espécie
humana,
devoradora
de tudo
o que passa
à sua frente.


Praticar a verdade?
Talvez a mais triste
característica
humana.

A de justificar-se
explicar-se
remendar-se,
enquanto
mente e mente.
mantendo a 
santidade.

Se me deixo
levar
por estas
constatações
inúteis,
porque
o homem
não mudará,
ponho um fim
antecipado
à vida.

Não farei
este favor
sem sentido.

Continuarei
declamando
meus versos
denúncia!

Proclamarei
por sobre
os tetos
a possibilidade
concreta
da vida
prevalecer.

Direi
aos que sofrem
cantem!

Aos que choram
aguardem
o grande trovão!

Aos esquecidos,
-Vocês são principais.

E correremos juntos
por este mundo
atônitos
desta loucura.