Talvez esteja melhor
numa fotografia,
nunca me vejo
completamente.
São os olhos
educados em disfarces?
ou sou mudancas,
e em nada me fixo,
instáveis imagens.
Moldo palavras,
guardo-as em tumbas,
reverberam tempos sem fim,
escapam loucas,
em vetores ocultos
rejeitadas
por mim,
por ti,
por todos.
Explodem complexas,
fora de hora,
ferem
Quem sabe
o chapéu,
o óculos,
bigode...
Não escondem.
Tudo está em aberto,
poucos vêem,
nem eu...
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