terça-feira, 27 de setembro de 2016

Rotação particular e Histórica

Vou descansar o corpo, não a mente. 
Esta não descansa, instiga, incomoda. 
Vivo este embate dentro de mim. 
A certa altura, é a alma que quer recolocar-me em uma paz turbulenta, cheia de lutas, vitórias e reveses. 
Assim vou, pendendo, levantando, tropeçando, pulando. 
Mais pareço um cabrito montanhês, que se equilibra em uma fenda ingrime da montanha.
Como é tempo de cortinas abertas, nada mais se oculta, e para quem quer, e a verdade fica fácil de se perceber, cristalina.
Mas o corpo questiona.
Então deixo este afã momentaneamente e respeitarei a sazonalidade rotacional de sonhos e realidades.
Adormecerei? Não consigo.
Há uma porta que não se fecha, sempre aberta, sempre...