quinta-feira, 29 de setembro de 2016

SEGUNDA DECLARAÇÃO UNILATERAL DE PAZ

Hoje peço paz! Tanta luta e tudo volta ao princípio. Não uma paz descrente, subserviente; mas uma paz das montanhas, dos olhos mansos que sofrem e compreeendem. Paz das camélias, dos corações enlutados diante do primitivismo humano, da ignorância assustadora daqueles que deveriam ser porta vozes do equilíbrio e da sobriedade. Não uma paz, como palavra de ordem, ideológica, politicamente correta, mas simples, pessoal, amorosa, que terminam na cama, em amor e sonhos. Tenho grande desconfiança sobre a presença da paz na essência humana. O ser humano realmente a deseja?
O mundo precisa da paz; não sabe como obtê-la, e diverge... diverge...até o seu esquecimento. Quando o dia amanhece, e o sol aponta no horizonte, a paz ergue-se junto,diariamente, familiarmente, convidando-nos a enfeitá-la de carícias. Ela pode ser vista após o cansaço das intermináveis batalhas, emergindo, por exclusão,como consciência última, aguardando uma oportunidade que nunca vem.
Não tenho visto bandeiras brancas nas manifestações, seja de um lado, seja do outro.
Ela não é rendição, mas afirmação. Ela não é derrota, mas encontro. Vitória de todos.
João Paulo Naves Fernandes
29/09/2016