quarta-feira, 10 de abril de 2013

Um choro compulsivo

Uma irmã reclinada sobre o corpo de outra irmã morta.

Seu choro é incontrolável. Um pedaço de si acaba de ser arrancado. Uma parente pede que alguém a retire de sobre a morta.

Digo a ela: deixe-a chorar tudo o que precisa chorar. Não a impeça de fazer a despedida de seu jeito. Nem na morte se pode mais chorar que é feio. Mundo seco e frio. A morte é um acidente de percurso. Ninguém fala disto. Morre-se escondido para não despertar nossa transitoriedade, e continuarmos a pensar que somos eternos.

Chega o dia, se chega.

Prepara o teu coração desde já.

Busque o Altíssimo.

Não vá investigar sobre Deus na véspera da morte, que não dá tempo, e parte-se sem saber de nada, ou do tudo.

Um dia o mundo a casa cai, com todos os sonhos, e aí?

Só Deus poderá ser encontrado nesta circunstância.


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