quinta-feira, 31 de outubro de 2024

BEIRA MAR.


Agua de coco,
ondas findando
o mar,
povo distraindo-se.
A natureza perdoa
as contradições,
com diversões.
O Brasil renitente
do meio ambiente,
meias teorias,
maresias.
A prova do prazer
arrefece o sofrer.
Aprecio
a identidade do Sol,
da brisa,
as doutrinas do vôlei,
o partido dos copos vazios,
nunca enchem,
atingem
a vertigem
das marés baixas,
distantes das dores.
Facebook

BOM DIA TRISTEZA

 Venha tristeza...

sinta-se à vontade,
aqui há bondade
de recebê-la
em leveza.
Alguém se foi,
está distante(?),
canto mudo
não se entoe(!),
a ordem proíbe
este brotar gratuito
ao vir
em incerto instante,
pois tem também
sua beleza
amarga,
penetrante.
Vou seguir
o silêncio
dos pecadores,
fingindo alegria
destoante
aos presentes
ausentes:
não veem olhos,
mas dentes.
Mergulho na mente,
em passeio renitente
derrubando
portais da memória,
construções formais,
imponentes.
Reconheço o fracasso,
ser crasso
impostada voz
no presente.
Sinta-se à vontade tristeza,
poucos conhecem teus olhos,
tua beleza.

SUBSISTE

 


março 31, 2024
Uma fina angústia
subsiste,
quase imperceptível
sob o mar calmo.
Irrevelável,
acompanha
o cotidiano
sem interferir,
macular
cada ato
cada gesto.
Faz-se
que não está...
Tem perguntas
ainda não formuladas,
diante da despreocupada
existência,
que não pergunta
Quantos meses
são necessários
até as orquídeas florirem,
de galhos e raízes abraçados?
Quanto tempo
até serem apreciadas?
Quando a Humanidade
desvendará a cristalina
transparência das fontes,
responsáveis dos grandes rios?
Angústia oculta
no olhar dos olhos
no temer das palavras,
em trocá-las livremente.
Angústia que interpela,
silenciosa,
a existência
em tudo
o que faz,
incógnita.
A subconsciência
da transitoriedade?
Muitos olhos
até vê-la!
Não se desnuda...
Uma fina angústia
subsiste,
quase imperceptível
sob o mar calmo.

RASURAS

 

Quero deixar um beijo,
receba-o como quiser,
deixar um afago,
o mundo precisa tanto.
Deixar-me inteirante a ti,
se me ouves.
lês...
Preciso de ti,
nada sou
sem ti,
sentir,
sentido.
Sou palavras rasuradas
à procura de um encontro,
nada mais.

ESPREGUIÇAR

 

Vou me espreguiçar nas letras.
Ah...
que bom
não ter de escrever...
nem ter quem for ler...
Ah...
que meus pensamentos
se remexem todos,
estão fora,
ainda não chegaram.
Vou bocejar
meu desdém
à consciência...
com ela...
a poesia
espreguiçada.
Haja paciência.

ONDE ESTÁS?


Ai, minha boca não é ouvida.
Ai, meus olhos estão sós...
Ai meu caminho está perto do fim.
Quisera tanto você, mas você não vem...
Quisera um tempo
fora de mim,
fora do tempo,
só para ter você,
mas você não fala...
Se grito
Se xingo,
tudo se perde,
manso remanso.
Quisera ser ouvido
com outros ouvidos
esta minha boca muda,
semente que florece,
voce não ouve...
Parto de mim
desde o ventre,
parto e reparto,
parto e reparto,
Você não vê...

RECONHECIMENTO

 


Reconheço estes olhos...
escondem-se nos sorrisos,
gritam sofrimentos calados.
Reconheço estas palavras,
multiplicam-se de nada para nada.
Reconheço teus passos,
nunca sabem onde vão,
correm por caminhos temporários,
logo desaparecem.
Reconheço teu clamor,
só não sabe expressar-se
Curtir
Comentar
Enviar
Compartilhar
Facebook

FINAL DE NOITE

  Como temos sobrevivido meu amor... um  mundo que não nos entende, nos leva em mar tempestuoso, jogando o barco de um lado ao outro. Queria...