segunda-feira, 30 de maio de 2016

O Deus inimaginável e o correr da vida

Por vezes firmamos uma compreensão de Deus, segundo o formato de nossas mentes, às imagens e experiências que temos.
Não nos é, entretanto, possível ter uma compreensão de Deus, pois o Criador está acima da compreensão das suas criaturas.
Por isto Jesus Cristo, a encarnação de Deus, do verbo. Para visualizarmos, tanto quanto possível o inimaginável.
Deus, no entanto, não se esquiva de nós, muito menos pretende que não o conheçamos.
Deseja, isto sim, que mergulhemos em seu labirinto de amor, através de um não conhecimento, na escuridão da fé, como bem nos lembra São João da Cruz.
Quer que cheguemos ao termo final deste encontro, que é a unidade perfeito nEle.
Isto exige uma varrição de muitos aspectos acessórios de nossa fé, muitas vezes maculada pelo dia a dia, e por fórmulas preparadas, como se Deus tivesse caminhos preconcebidos.
Como nos diz São Paulo, precisamos nos examinar interiormente, identificando o que impede a alma de estar em perfeita unidade com Deus.
Afinal, Deus não pode ter o protagonismo em nossa fé?
Ou continuaremos a inundá-lo de tantos acessórios desnecessários, manipulando-o, fazendo mesmo, por vezes, ter de entrar em nosso jogo, para nos comunicar caminhos...
A experiência da Renovação Carismática, as experiências no Espírito, ajudaram e ajudam muito o fiel de  hoje a dar os primeiros passos em busca desta união. Entretanto, a desvinculação deste movimento para com a realidade, torna o Espírito um agente parcial, que não responde a todas as situações.
A experiência pastoral é fundamental na espiritualização do homem pós contemporâneo, envolto em diversidades de toda ordem, precisando conviver com a diversidade e levar o evangelho a todos, sem distinção.
Assim, nosso tempo estabelece fronteiras nos movimentos da Igreja, onde o Espírito vais sendo limitado em seu alcance.
Necessitamos superar estes limites, através da ampliação da ação evangelizadora, retirando aspectos morais, como prerrequisitos da participação.