quinta-feira, 6 de abril de 2017

DESMONTE




Querem provocar um desmonte em mim, como se uma lei fosse suficiente. Agem por fora de mim, por cima de mim.
Querem fazer passar uma incapacidade de reagir, como um rolo compressor. Impõem uma imagem onipotente diante de outra impotente.
Ocorre que aprendi a vida vivendo e defendendo o que é justo; isto até as últimas consequências.
Calo-me, por respeito, não por intimidação.
Não aceito mordaças. Minha boca aprendeu a ser livre, mas não é libertina, expressa o longamente meditado. Ademais, a verdade é crua; o que a turva são as inúmeras amarras e maquinações que a  fazem  desfigurar.
Com o tempo aprendi a cultuar o silêncio, e a dar um preço alto pela vida, recusando-me a ser um cordeiro diante dos poderosos.
Chegou o dia, e aí está, de falar alto e bom som, de resgatar a verdade e a vida plenamente.