Sabe aquele dia em que você sente os olhos inchados, e a realidade despreza todo e qualquer sonho?. Quando até a solidão fica indesejável? Quando parece o despertar um permanecer dormindo, e conviver com o dia como se fosse uma noite? Quando não há dor física, mas um paralelo deslocado que me mostra um outro totalmente inóspito de mim? Quando a espiritualidade resolve fazer uma viagem distante e me larga pagão? Quando nem mesmo me conheço em nada, como se fosse um refugiado de guerra? Ah...condição humana, como consegues apagar-me assim, da noite para o dia? Quando despertarei novamente para aquele eu que mais me conhece, eu despedido de mim?
Eu que moro na Lopes Chaves , esquina com Dr.Sérgio Meira, bebendo atrasado do ambiente onde Mário de andrade viveu, e cuja casa é hoje um centro cultural fechado e protegido a sete chaves (que ironia) por "representantes" da cultura, administrada pela prefeitura... Uma ocasião ali estive, e uma "proprietária da cultura" reclamou que no passado a Diretoria da UBE - União Brasileira de Escritores, da qual fiz parte, ali se reunia, atrapalhando as atividades daquele centro(sic). Não importa, existem muitos parasitas agarrados nas secretarias e subsecretarias da vida, e quero distância desta inoperância. Prefiro ser excluído; é mais digno. Mas vamos ao importante. O que será que se passava na cabeça do grande poeta Mário de Andrade ao escrever "Quando eu morrer quero ficar". Seria um balanço de vida? Balanço literário? Seria a constatação da subdivisão da personalidade na pós modernidade, ele visionário modernista? Seria perceber São Paulo em tod...
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