terça-feira, 6 de janeiro de 2026

NADA

 


Eu desci de um nada, 

quando a noite ia alta.


Foi como 

se descobrisse 

de mim, 

postumamente, 

sentisse um corte 

afiado de uma faca...


Depois de tudo assentar-se, 

foi possivel perceber 

o vazio dos discursos, 

as decorações distraídas,  

e  os lamentos 

que se seguiam às dores.


Foi como se a Lua 

prendesse a esperança 

ereta e profunda 

dos casais, 

passeasse opaca.


Traguei a fumaça da paz, 

baforando nos córregos 

do praser, 

rindo da ordem 

estabelecida.


Na noite em que a mata 

gemia nos lagos 

a saudade do coito, 

o nada fez reverência 

e partiu

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