Eu desci de um nada,
quando a noite ia alta.
Foi como
se descobrisse
de mim,
postumamente,
sentisse um corte
afiado de uma faca...
Depois de tudo assentar-se,
foi possivel perceber
o vazio dos discursos,
as decorações distraídas,
e os lamentos
que se seguiam às dores.
Foi como se a Lua
prendesse a esperança
ereta e profunda
dos casais,
passeasse opaca.
Traguei a fumaça da paz,
baforando nos córregos
do praser,
rindo da ordem
estabelecida.
Na noite em que a mata
gemia nos lagos
a saudade do coito,
o nada fez reverência
e partiu
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