domingo, 12 de julho de 2026

ASPERGINDO

 


Estou rompendo...

optei 

por todos 

estranhamentos...

cruzei 

os dedos...

estou parindo 

meu póstumo 

inimigo.


As fontes 

do mar 

são fozes 

que trazem 

o cheiro 

das matas 

a peixes 

cheios 

de si, 

de lume, 

de frio


O mundo 

não se acaba, 

desaba 

por cima 

de tudo, 

nem coito 

cuida 

de mim, 

arfago

vago...


Perco o ar 

das manhãs 

estéreis, 

absorvendo 

frescores 

nos telhados 

do meu peito 

vazio.


Observo...

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