Não sou fácil,
ainda que pareça.
Possuo uma rigidez que foi se formando com o tempo, junto a uma flexivel compreensão do mundo.
Órfão de pai, aprendi a ouvir os mais velhos desde cedo, e para meu deleite, guardei muitos ensinamentos.
Surpreendi-me com a amplitude do conhecimento de alguns, fui ler, adquiri o prazer pela leitura.
Com os anos percebi uma voz interior a permanentemente questionar-me...é como se me acordasse nas manhãs, de alguma caixa destampada.
O coração? Bem, este foi amolecendo até a condição de hoje, que faz evitar violência, ojeriza mesmo, incompatibilidade total.
As fraquezas debito a um diabinho que sempre busca me distanciar do oratório,
O amor serenou e segue um leito manso, às vezes triste com o mundo, às vezes compreensivo, observando e imaginando outros cenários.
A fé, tornou-se um terreno minado, joga-me no chão, transporta-me às alturas.
As escolhas mais me afastaram que aproximaram, acabei por estar só.
Este eu hoje, pela manhã. Um eu tendendo ao nós, em impossivel desvinculação....
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