quinta-feira, 8 de março de 2012

Tudo por ti, Ó Mulher!

Ah mulher!
como me faz falta
sua presença,
como se me faltasse
a costela do meio
parto primal.

O equilíbrio está em ti,
porto dos sofrimentos.

Em ti,o eco da palavra
encontra repouso
transforma-se em atitude.

Sou como um cachorrinho
que segue o teu perfume
por onde passas,
néctar das abelhas.

Sou como o espião
que te espreita 
em todas as mulheres,
como se fosses única.

Derreto-me
em teus soslaios
 entre passos,
suspensão do corpo
onde deslisas
em meu deslise.

Vou buscar-te onde enterraram os valores.
Sombrear-me nos licores jamais produzidos.

Vou redescobrir 
o cheiro
o tato
a voz.

E gritar
que és tu
musa encantada
quem vivifica
este nada.

8 de março de 2012






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