sábado, 25 de abril de 2015

Guardando o dia


Hoje faço 
um luto interior,
de ausência de vida
e questionamentos
ao mundo.

Um luto
inquisidor
e impotente,
como a lua
que banha 
o mar.

Há revoltas
programadas,
reconciliações
suspensas,
convívios
perscrutados.

Tudo numa dimensão
fotográfica,
suspensa.

Quisera
a loucura
dos instantes
e os olhares
derramados
nos vales...

Mas não...
encerra-se
em mim
um pórtico.

Um Alferes
cala-se.

João Paulo Naves Fernandes (em memória de José Luiz Naves Fernandes)

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