domingo, 30 de outubro de 2016

Movimentos Populares se reúnem no Vaticano para terceira edição



Francisco participa do II Encontro dos Movimentos Populares, na Bolívia - AP

29/10/2016 11:36

Cidade do Vaticano (RV) – Realizou-se na sexta-feira (28/10), na

Sala de Imprensa da Santa Sé, a coletiva de apresentação do III

Encontro Mundial dos Movimentos Populares, que terá lugar no

Vaticano de 2 a 5 de novembro e será coroado com uma audiência

com o Papa Francisco.



Presidiram a coletiva de imprensa Dom Silvano Maria Tomasi,

Secretário-delegado do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, e

Juan Grabois, consultor do mesmo organismo e cofundador do

Movimento dos Trabalhadores Excluídos e da Confederação da

Economia Popular.

Os Encontros Mundiais dos Movimentos Populares são um projeto

lançado pelo Papa  para dar voz aos que trabalham com as

populações carentes do planeta. O evento reunirá cerca de uma

centena de Movimentos e Organizações populares do mundo

inteiro, além de dezenas de Bispos e agentes de vários órgãos da

Igreja Católica.

Na coletiva, Dom Tomasi realçou a intenção do Papa em

“sensibilizar as pessoas sobre a situação dos que vivem nas

periferias da sociedade”. “Francisco – recordou – fala de um

sistema político para integrar os excluídos, mas demonstra também

a mesma sensibilidade para com tais questões, como as que

acompanhava quando percorria as ruas de Buenos Aires”.

Por sua vez, Juan Grabois, responsável do Comitê organizador do

Encontro, explicou que “esta terceira edição pretende ajudar a

“definir propostas de ação” no campo social: o primeiro encontro,

em 2014, no Vaticano, era mais orientado ao conhecimento da

realidade; o segundo, em 2015, na Bolívia, apostou na reflexão

acerca dos desafios que preocupam os movimentos populares.

Para o responsável do Comitê, reunir os Movimentos Populares

mundiais foi a forma escolhida pelo Papa para “trazer à tona da

mídia mundial uma realidade que sofre em silêncio”. “Temos uma

quantidade enorme de Organizações, que trabalham com os mais

pobres, que não se resignam com a miséria em que muitos vivem”.

Juan Grabois frisou, por fim, a urgência de “os pobres deixarem de

ser vítimas de políticas sociais definidas, sem a sua participação,

para se tornar protagonistas de um processo de mudança, que lhes

permite o acesso aos direitos mais sagrados como a terra, teto e

trabalho”.

Movimentos brasileiros

Do Brasil, participam integrantes dos seguintes movimentos:

Conselho de Entidades Negras (Conem), Central dos Movimentos

Populares (CMP) , Movimento de Mulheres Camponesas (MMC),

Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), União Nacional Por

Moradia Popular (UNMP).

(MT/Ecclesia)