Sou o momento, o instante, afago e o beijo, do sempre presente desejo, desapego e distância. Sou pé firme no chão e olhos nos confins, da palavra que vai fundo ao coração, e do silêncio da espera de oportunidade. Sou do grito por justiça, e das lágrimas que correm, viagem delumbrante dos trajetos ultrajantes Nada espero e pouco almejo. Tudo deposito no aqui e agora. Sonho enquanto faço, luto na realidade da vida, presenca viva no meio de mortos. Sou palavras de ordem aos desalentados, e gritos de guerra aos surdos. Marco os passos por onde ando e abro frentes novas diante das dificuldades. Sou peregrino de mim mesmo, retirando velhos escombros reconstruindo novo ser.
o cotidiano contado e meditado