Não escrevo só,
uma época escreve em mim.
Uma história anônima,
versos soltos,
limites do meu tempo.
Sigo prisioneiro,
meio perdido,
meio procurado.
Sigo um só social,
impossível desvencilhar- me.
Sou o belo
previamente descrito,
o feio,
facilmente retratado,
sou deserto,
congestionamentos,
multidões,
solidão.
Até que tudo passe,
transição mútua
de tempos e História,
os versos descansarão
no néctar de um período,
seguindo desconhecidos
o que todos sabem e vivem
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