quarta-feira, 22 de abril de 2026

HIATO INTERIOR

 

Aprendi a ver 

no silêncio 

um companheiro.


Foi mostrando, 

o tempo, 

superficiais 

palavras, 

gestos, 

relações 

até humores.


Foi despindo, 

um a um, 

o valores 

sustentados, 

desnecessários ...


Foi perdendo o sentido.


Quando finalmente 

veio o silêncio 

por companheiro, 

distraí-me comigo,

redescobri-me 

sem declarações, 

não precisava.


Viajei por mares profundos 

desertos ensolarados, 

conheci os meio tons 

onde os conselhos 

dispersam distantes ...


Falam rapidamente...

pesco-os antes,

ao nascer do Sol...


A futilidade gigantesca 

da vida, 

depositada 

em pequenas coisas...

a grandeza de ser, 

aferrada aos bens,

esbanja prazeres...


Ao me ver só, 

comigo mesmo, 

investiguei-me...


Ali encontrei Deus, 

destronado,

como um amigo 

que ajuda a pensar, 

chegar à verdade


Neste fim 

brotaram soluções, 

para os problemas 

infindáveis...

nova forma de amar 

mansa e silenciosa...

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