(em memória de Thereza Rocque da Motta )
Quando um poeta morre,
um encantamento
nas palavras
desaparece,
e uma realidade dura
vem à tona.
Quando morre uma poeta,
morre também
a esperança na paz,
diante de todas as guerras,
os corações sofrem desolados.
Ai, quando vem a notícia
de que um poeta
já não está mais conosco...
sem o sereno consolo
dos versos.
Tão difícil viver
sem sua mansidão
diante das investidas
do desamor,
eterna dor.
Como viver
sua ausência poética,
ambientes de violência,
tiranias,
torturas,
segura as agruras
Quando uma poeta
se despede,
é como Jesus
entre morte
e ressurreição,
perde-se o norte,
a canção,
não sabemos
como se foi,
não sabemos
como ficamos.
Permanece
a ausência
a solidão,
ecoam palavras
esquecidas
não ditas,
angústia dos que ficam.
Quando se vai
a paz de uma poetisa
ficamos sempre órfãos...
Nenhum comentário:
Postar um comentário