domingo, 5 de abril de 2026

QUANDO MORRE UMA POETA

 

(em memória de Thereza Rocque da Motta )


Quando um poeta morre, 

um encantamento 

nas palavras 

desaparece, 

e uma realidade dura 

vem à tona.


Quando morre uma poeta, 

morre também 

a esperança na paz, 

diante de todas as guerras, 

os corações sofrem desolados.


Ai, quando vem a notícia 

de que um poeta 

já não está mais conosco...

sem o sereno consolo 

dos versos.


Tão difícil viver 

sem sua mansidão 

diante das investidas 

do desamor, 

eterna dor.


Como viver 

sua ausência poética, 

ambientes de violência, 

tiranias, 

torturas, 

segura as agruras


Quando uma poeta 

se despede,  

é como Jesus  

entre morte 

e ressurreição, 

perde-se o norte, 

a canção,

não sabemos 

como se foi, 

não sabemos 

como ficamos.


Permanece 

a ausência 

a solidão, 

ecoam palavras 

esquecidas 

não ditas, 

angústia dos que ficam.


Quando se vai 

a paz de uma poetisa 

ficamos sempre órfãos...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

SOBREVIVENTE

  Este corpo todo que se levanta a cada manhã e acredita que pode alcançar os tesouros escondidos das estruturas de poder... Esta noite que ...