Olhei os pedaços
paridos no tempo,
enquanto a Lua
piscava eclipses,
enamorada dos amantes.
Era um artista distraído
do meu personagem
longe do picadeiro
de trânsito
em transe,
escudo escuso,
pomar de mares
e azares...
O pó das ruas
cheirava peixarias,
entre amores,
pernas secas.
Recolhi meus pedaços
acreditando nos cafés
das tardes quentes
cheias de gentes .
Dei por mim,
cantando
entre os canais
vulgares de altares
esperando um canto
onde esconder o céu
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