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AMANHECER

  Que nasça o dia e novamente pensamos tudo ser possível. O Sol nos faz levantar. Acendamos as esperanças que se apagaram no decorrer na noite. Despertar com olhos novos, novas palavras, ouvidos atentos. Uma brisa leve alegra pulmões compassados, acaricia o corpo, deus natural que interage através da natureza, Deus amplo. Há uma tumba onde guardamos as descrenças.  As vezes vem nos assombrar com suas dores de sempre. Que o dia siga com suas lutas e possamos ir colocando as descrencas, velório em vida, em seu devido lugar.
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QUEM SE IMPORTA?

  O poeta  canta  e espera,  depois chora.  Acredita sempre no verso,  como uma meia crença,  criança perdida  em meio ao mundo. Plantei uma primavera amarela  no canto da casa  e já a vejo dar flores  do outro lado do muro O poeta é um ser só,  canta para si mesmo,  prepara o terreno e se diverte, eco interno, poucos gostam. O poeta é um  palhaço mudo  que escreve,  cego que vê,  antevê Perdido no tempo  vive a temporalidade,  quem se importa? O poeta está sempre  abrindo as portas  e alertando. Gosta de despertar a inconsciência...

PECADOS NOTURNOS

O consolo dos meus erros  está na multidão de pecados  que se espraia pelo mundo. Minha falhas  tem muitas companhias  guardadas a sete chaves. Uma diz à outra:  cala a boca!  e assim vão vivendo  escondidas, a liberdade.  Solto a voz  como se alguém  pudesse ouvir do nada  e me amar.  A quem me resta apelar? Meu corpo treme  à beira da transcendência,  viagens inusitadas. Desperto  nas lentas badaladas  do relógio,  variando o pêndulo  pra cá e pra lá,  sem pressa. Conto o tempo  perdido em mim,  que desperdiço  em nada,  enquanto lentamente  a aurora aguarda  eu meditar.

NAO FAZER NADA

  De vez em quando me dá uma vontade de não fazer nada. Absolutamente nada. Vontade e voltar à estaca zero de tudo. Não digo a ninguém...não é segredo, nas sabe como são as pessoas, vão logo pondo explicações, teorias.  Acontece que este nada não quer se expor...quer ser sorrateiro. Afinal, chega o momento de se ter um cansaço de tudo, como se, de repente tudo perdesse a importância. Então, já vou dizendo,  não questionem! É assim mesmo, algo meio maluco que vai tomando conta de si, sem se materializar numa decisão formal. Depois de um tempo passa...

POR DENTRO DA DOR

Por dentro da dor,  há um caminho  de impotência  que obriga  a compreensão  adotar a humildade. Por meio dor,   que vem à tarde,  grandes virtudes  escorregam  de seus pedestais. Seremos então,  simplesmente,  José e João,  Maria e Débora,  com a simplicidade  do parto. Veremos então  as grandes distâncias  que nos pusemos,  desnecessárias, que  impedem   o ermergir  nas fontes  cristalinas  da naturalidade.  No grito da dor  ecoa também  o sofrimento  das estruturas,   que aprisionam,  sopram lençóis  secando  nos varais  do esconde esconde,  aplainam  encostas  retém desafios   matam os sonhos,  familias inteiras. Dor que não  se compactua  com a morte,  resiste à morte,  quer vida Dor que sofre,   tardia,  lavando  as cascas  do tempo. Por de...

DE REPENTE

  Pode ser eu... ser você,  não sei. Pode ser  a qualquer hora,  momento imprevisto. Pode não haver avisos,   enquanto tudo ocorre  conforme o programado. Pode haver até  que nunca se pense  nesta possibilidade,  que acontece. Porque o caminho  traz um início  e um fim  em cada passo  compasso,  relógio flutuante  do tempo,  vasto espaço  de esperancas  e descrenças.  Pode não acontecer  nada ainda  e ter de esperar  passar a despreparada  impaciência,  olhar as possibilidades  e seguir  desconhecendo  que a qualquer instante  pode acontecer...

VIDA QUE SEGUE

  Usar mais  os olhos,  os ouvidos não.  Mais as mãos,  não os pés.  Silenciar  a boca,  aproveitando o tempo,  menos energia. Guardar a cabeça  de tanta futilidade,  refrescar a consciência,  pesa sempre muito. Não ser fechado,  mas também  evitar ser libertino  em abrir. Mais saber  convencer  que ter opinião. Nao esquecer  de chorar junto  com o coração.  Estar por perto sempre,  mas saber sair também.  Ter pensamento aberto,  pensar livre,  é saudável. Gostar de amar,  brincar muito de amar. Abraçar quando é necessário,  e também gratuitamente,  sem segundas intenções . Descobrir cada momento  em sua circunstância,  entendendo sua frequência,  grau de exigência.  Despedir-se dos objetos  antes da morte,   ser simples,  mas se quiserem  te cobrir de coroas  em vida, deixe,  mas permaneça  em ...