Que nasça o dia e novamente pensamos tudo ser possível. O Sol nos faz levantar. Acendamos as esperanças que se apagaram no decorrer na noite. Despertar com olhos novos, novas palavras, ouvidos atentos. Uma brisa leve alegra pulmões compassados, acaricia o corpo, deus natural que interage através da natureza, Deus amplo. Há uma tumba onde guardamos as descrenças. As vezes vem nos assombrar com suas dores de sempre. Que o dia siga com suas lutas e possamos ir colocando as descrencas, velório em vida, em seu devido lugar.
O poeta canta e espera, depois chora. Acredita sempre no verso, como uma meia crença, criança perdida em meio ao mundo. Plantei uma primavera amarela no canto da casa e já a vejo dar flores do outro lado do muro O poeta é um ser só, canta para si mesmo, prepara o terreno e se diverte, eco interno, poucos gostam. O poeta é um palhaço mudo que escreve, cego que vê, antevê Perdido no tempo vive a temporalidade, quem se importa? O poeta está sempre abrindo as portas e alertando. Gosta de despertar a inconsciência...