Os sonhos proscritos...
destes, guardo
profundo silêncio.
Tornam o olhar límpido,
transformação completa
encantos esquecidos,
escritos
Ocultos,
trazem amores,
insepultos,
escondidos,
distraídos
da idade,
do tempo.
Tudo era perfeito,
e não via...
agora refeito,
vejo o que perdia.
Recolho sonhos
na memória
como relíquias
sagradas,
esculpidas
num passado remoto.
Proibidos de vir à tona,
descobrem
das montanhas
seus femininos
contornos,
expõem segredos,
adornos
sob as torres construídos.
Devem permanecer
dormentes,
trancados,
em eterno alvorecer...
Os tijolos de tua escola,
minha Ouro Preto,
o escalar
de tuas ladeiras,
guardo,
neste livro,
a imagem primeira,
derradeira.
Deverias existir
mais que sonhos...
realizados inteiros,
perigosamente
consumidos...
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