O Arcebispo de Tunja e presidente da Conferência Episcopal da Colômbia (CEC), Dom Luis Augusto Castro Quiroga, disse que o Papa Francisco propôs a presença de um observador da Santa Sé nas negociações de paz que estão ocorrendo em Havana. “Alguém para acompanhar” o processo, explicou.
"Esta é a forma em que o Papa Francisco pode apoiar o processo de paz na Colômbia", disse Dom Castro Quiroga à rádio local, reiterando que "a aceitação desta pessoa deve ter o consentimento de ambas as partes, Governo colombiano e FARC".
Os diálogos na capital cubana, em andamento desde 19 de novembro de 2012, abordam há quase 14 meses, a questão das vítimas, incluindo os princípios de verdade, justiça, reparação e garantias de não repetição. Para ajudar nesse ponto o Governo convocou uma comissão de especialistas como consultores.
Esse grupo, anunciado em 27 de julho pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, é composto pelos juristas Manuel José Cepeda e Juan Carlos Henao, e pelo norte-americano Doug Casssel.
Esta comissão trabalha em paralelo com a discussão sobre as vítimas, simultaneamente com a subcomissão técnica para o fim do conflito, em que se discute a desmobilização e a entrega das armas pela guerrilha colombiana.
O processo de paz avançou nas últimas semanas pela decisão das partes de reduzir a intensidade do conflito e acelerar as negociações. Nesse sentido, o Governo anunciou na semana passada a nomeação do diplomata francês Jean Arnault, como representante das Nações Unidas na subcomissão sobre o fim do conflito.
A nomeação responde aos pedidos do Governo da Colômbia e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) à ONU, para incorporar um delegado a esta subcomissão técnica, que tem como objetivo iniciar o debate sobre o sistema de acompanhamento e verificação. Também estará presente um delegado do Uruguai, em nome da União das Nações Sul-Americanas (UNASUR).