quarta-feira, 25 de março de 2020

O VELHO E O CORONAVÍRUS


O velho
não fala
não opina.
Segue
sereno
o tempo
restante
não pode
sair
caminhar.
Não existem
parques
mais,
encontros,
dominós
xeques-mate.
As flores
abandonadas...
olhos
cansados
impedidos
da esperança
depositada,
beleza
vivida,
últimos
tempos.
O velho
sabota
a economia
não contribui.
Precisa
morrer,
mas
não
morre.
Morre velho!
A Bolsa
cai,
a idade
sobe.
O velho
não produz
não trabalha
Você custa caro, velho.
As crianças
já não brincam
nos pés
endurecidos
entremeadas
junto a bancos
porque
não há
um velho
que compreenda
a seriedade
da brincadeira.
porque
não há
tempo
para brincadeiras.
Mundo
invulnerável
ao vulnerável.
Importa
trabalhar
comer
casar.
O resto
não
importa.
O velho
atrapalha.
Morre velho!

Paz Completa

PAZ!
Paz em casa!
Paz entre os homens!
Paz entre as mulheres!
Paz entre homens e mulheres!
Paz entre os homo e heterossexuais!
Paz na família!
Paz entre os ricos!
Paz entre os pobres!
Paz entre ricos e pobres!

Paz nas favelas! 
Paz nos bairros "nobres"
Paz entre os poderes!
Paz entre os países!
Paz entre os povos!
Paz entre as religiões!
Paz entre os sacerdotes!
Paz entre os times!
Paz entre os torcedores!
Paz interior!
Paz fundada na Verdade!
Verdade temperada pelo perdão!
Que as guerras sejam proibidas!
Que o amor seja declarado Patrimônio da Humanidade!
A Paz infinita de Deus, ainda muito desconhecida!

sábado, 14 de março de 2020

QUARENTENA DA VIDA


Há um vírus
coexistindo
no sopro
da vida.
Imperceptível,
cobra
rotinas
enterradas,
em egoísmos
silenciosos.
Percorre
caminhos
tortuosos,
não levam
a nada,
frugais.
Difunde
o temor
das mesas
cheias,
diante
milhares
de panelas
vazias.
Denuncia
a falta
de sentido
do tudo
que se faz,
Supermercados
avenidas
cinemas
restaurantes
trabalhos...
Ausências livres,
superficialidades.
Mortes
cortam
caminhos
repetidos,
interrompem
trajetos
cansados
Mesmo trem
estações
feições.
Mesma
estranheza
de rejeição
orgânica,
humana
Vírús
redentor
aprisiona
a farsa
exposta
dia a dia,
propõe
encontros
inexistentes,
caseiros.
Virús da morte?
Vírus de vida?

sexta-feira, 13 de março de 2020

Pérolas perdidas.


Os caracois
surpreenderam
o tempo
cozido
no forno
a lenha.
Levantavam
enigmas
suspensos
em nuvens
dispersas.
Acreditavam
imóveis,
nos faróis
vermelhos
despistados
nos fundões
periféricos,
onde a vida
clama
das profundezas.
Partidas
permanentes...
Uma eternidade
o fermento
da verdade,
aguardando
gerações
de argumentos,
e torrentes
de cotovelos
sustentando
sobras
de tudo
de nada.
Quando será?
Escorrem
desejos
ideais
nas pernas
esquecidas
dos sonhos.
Um poder
esquece
a mata,
mata
enlouquece
aquece
incendeia.
Uma fé
de poder,
não ser,
indiferente
à pedra,
rejeitada.
Um discurso
sem curso
ermo
condena
o pranto
dos quartos,
ironiza
Uma cobra
se esquia
na redes
perguntando
onde
escondem
os colibris.
Sempre parto...
João Paulo Naves Fernandes
Sexta 13, de Março, 2020

domingo, 1 de março de 2020

Meu biotipo me faz deixar de pertencer a algum grupo em especial, a reconhecer minha invalidez, a deixar correr, intervir quando necessário, dialogar interiormente até estar prestes a cansar-me das minhas próprias quimeras. Há uma universalidade guardada nos escombros desta humanidade rebelde, que fagulha à procura de loucos que falem sozinhos. Há uma perdição salvadora, no sentido contrário de tudo o que se assiste, inclusive do que se pode considerar como certo. O que se salva neste mundo? A rigor, nada!!!! Se me matarei depois desta constatação ?  Seria uma falsa libertação. Continuarei incomodando os retos e apoiando os tortos. E que Deus me ilumine nesta escuridão de amor.

FINAL DE NOITE

  Como temos sobrevivido meu amor... um  mundo que não nos entende, nos leva em mar tempestuoso, jogando o barco de um lado ao outro. Queria...