sábado, 27 de setembro de 2025

MOVIMENTOS

 


Abandonei-me...

deixei o barco 

seguir a corrente. 


Observo quão vão 

são as iniciativas 

de correção do rumo..


Porque vem ondas 

de todos os lados, 

sacudem todos os projetos...

eram como âncorass 

lançadas ao mar.


Apoio-me no que posso 

para não afundar.


Quando os ventos cessam, 

e o tempo acalma-se, 

posso sentir 

a brisa da esperança... 

a chance de pegar 

novamente a vela, 

navegar...


Às vezes 

deixo levar-me 

durante as tempestades... 

às vezes, 

sigo como quero.


Não me apequeno, 

nem me orgulho 

de nada, 

compreendo 

as grandes monções, 

os longos desertos, 

sigo como posso, 

desperto...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Vem aí meu oitavo livro de poemas: DOR OCULTA

Estamos num tempo em que o diálogo se transforma em uma exigência, para vencer a solidão do ódio.  Vivemos um vale tudo pelo poder, notadame...