terça-feira, 16 de setembro de 2025

SOU MEIO ASSIM...

 


Às vezes eu sou 

meio como o cachorro, 

muito fiel, 

fácil perdão. 


Outras vezes sou 

como o gato, 

tranquilo, 

observador, 

independente. 


Como o sabiá 

gorjeando 

aos quatro cantos 

indecifráveis 

linguagens... 


O beija flor, 

drone natural

retirando o néctar 

para o amor...


O urubu, 

voando alto 

ao vento quente, 

prazeiroso do mórbido.


Sou o ornitorrinco, 

misturo gêneros, 

naturalmente, 

sem discriminação 


Ainda sou 

como as árvores, 

firmado em boa base, 

copa balançando ao vento.


Sou grama, 

amacio passos...

flores, 

exalo perfumes, 

odores, 

desperto olhares. 


Sou nuvem, 

vejo de cima...

não notam, 

despercebidos. 


Chuva, 

incomodo 

fora de hora,

desalojo a ordem...


Sol escaldante, 

queimo resistências 

testo limites 

físicos, 

psicológicos...


Terra, 

quantas civilizações 

fizeram parte de mim, 

nem sei quantos 

me compõem 


Peixe...

meio luz, 

meio frio, 

observo os convés, 

cascos, 

distraído aos anzóis 


Mosca, 

da hora errada,

do que não é meu.


Formiga, 

a trabalhar fora, 

em casa...


Pedra, 

imutável 

inquebrável, 

concentro eras....


Às vezes sou vírus, 

vivo do alheio, 

transmissão 

indesejável.


Serpente, 

observador, 

paciente,  

inesperado.


Sou um alguém assim, 

meio integrado 

ao mundo 

que me integra, 

nada maior, 

nada menor, 

igual.


Sou o mundo, 

o mundo está 

em mim...

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