quinta-feira, 4 de setembro de 2025

SER OU NÃO SER

 


Os espaços que busquei, 

não vieram... 

os que não busquei, sim.


Construi um edifício 

que me foi dado, 

outro está nos alicerces.


Procurei por Deus 

e tenho a sensação 

de não ter nem mesmo 

limpado o terreno, 

de repente, ei-lo presente


Os amores que surgiram, 

voos cegos, 

geraram desejos insólitos, 

além convivio, 

terreno onde finquei a paz. 


A morte que evitei, 

porque sob o Sol

não vejo além, 

está sempre presente, 

como fiel escudeira. 


O caminho parece longo, 

inalcansavel, 

cada trecho parece um fim.


Assim vou 

nas reentrâncias da vida, 

encontrando-me 

enquanto me perco,

sendo o que não sou, 

não sendo o que sou

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Vou morder tua boca  a qualquer hora,  segurar as palavras  nas línguas mortas. Abracar  tuas costas  nuas,  órfãs,  pagãs. Afagar suas coxa...