domingo, 12 de agosto de 2012

Dia dos Pais, breve reflexão sobre um estado de ser

Não pedi para ser pai, foi algo que veio como uma consequência do amor.

Apaixonei-me por uma mulher e ela deu-me filhos, dois, uma menina e um menino.

Nunca mais fui o mesmo, tive de aprender a cuidar deles, meio sem jeito, isto é, completamente sem jeito.

Por isto acertei e errei um bocado de vezes.

Tudo fazia, com ímpeto de acertar, mas misturando ainda juventude à paternidade, aspirações de jovem, com responsabilidade de adulto.

Assisti minha mulher dividir-me com as crianças, e nunca mais sermos apenas um para o outro.

Ficamos nós por eles, difícil aprendizado...

Cresceram eles envelhecemos nós.

Vi como era importante calar-me para que meus filhos pudessem ser eles mesmos.

Calei-me muito.

Não falo mais, por amor.

Hoje, quando não consigo olhar mais a violência de frente, por ser tão dolorosa a um coração domesticado pelo bem, quando qualquer acontecimento mais forte me retira a paz, tenho na presença dos filhos, mesmo que totalmente isolado, o conforto para este mundo cruel.

Sim, este segmento tão antigo chamado família mantém em mim uma esperança de que um dia poderemos acertar o caminho e encontrarmos uma solução para a vida, por maior que sejam as diferenças.

Desejo um Feliz dia dos Pais ao judeu e ao palestino, ao americano e ao russo, aos xiitass e aos sunitas, aos católicos, budistas, induístas, evangélicos, espiritas, umbandistas, democratas, comunistas, liberais, capitalistas.

Uma civilização nova precisa ser atingida, onde a regra balisadora seja o amor fraterno, e nada melhor que o dia dos Pais para expressar este desejo.