terça-feira, 30 de agosto de 2016

O GOLPE FOI NORTE AMERICANO E É DE OCUPAÇÃO


Em que pese a minha dificuldade com línguas que não a portuguesa e as limitações do Google Tradutor, venho passeando por blogs europeus, buscando análises independentes, e há uma unanimidade em todo o mundo: este golpe vem sendo trabalhado a pelo menos uma década, pelos serviços de inteligência norte americanos, contando com informantes e colaboradores brasileiros, entre eles José Serra, FHC, Aloysio Nunes, Sergio Moro, Gilmar Mendes e o próprio Michel Temer, nomes confirmados pela Wikileaks, além de jornalistas, principalmente baseados na Rede Globo, a começar por William Wlack, este, mais que informante e colaborador, espião.
Temer não passa de um marionetes, um mamulengo do governo norte americano (o termo marionete, usado em relação a Temer, é corriqueiro, na Europa).
O pacote de maldades previsto inclui muito mais do que pensamos e esperamos, vai se aprofundar até a contratação, pelo governo brasileiro, de funcionários da Goldman Sachs e do Fundo Monetário Internacional – FMI, para gerir a nossa economia, conforme os acordos pré-golpe, documentados.
A Lava Jato, o boicote do parlamento, a parcialidade do judiciário e do Ministério Público, a crise artificialmente plantada, a venalidade da mídia... Não foram fatos isolados e por acaso coincidentes, foi tudo milimetricamente planejado, inclusive as manifestações lideradas por grupos como o Brasil Livre, Vem pra Rua e Revoltados on Line, financiados por mega empresários norte americanos, entre eles os irmãos Charles e David Koch.
Em jogo, a velha doutrina da “América para os americanos”, agora ameaçada pelos Brics, que os norte-americanos têm não como concorrentes, mas como inimigos.
A guerra antiga, convencional, cara, no sentido de onerosa e de querida, para os Estados Unidos e aliados, foi substituída pelo que eles chamam de guerra híbrida, onde os tiros só são dados depois que se esgotaram todas as possibilidades de golpes, via parlamento ou judiciário.
O mecanismo é simples, já deu certo em Honduras e no Paraguai, errado na Síria e o Brasil ainda é uma incógnita.
E como funciona essa guerra? Descartado o envolvimento das Forças Armadas (por isso em nenhum momento os nossos militares se manifestaram), entram o judiciário, investigando a partir de informações dadas pelos serviços de informações dos EE UU (por isso tantas viagens de Moro e de Promotores do Ministério Público aos Estados Unidos: por isso a irritação da Dilma, no episódio da espionagem sobre a Petrobras); o legislativo, obstruindo os trabalhos ou negando a aprovação de matérias necessárias ao bom desempenho do executivo; e a mídia, alardeando uma crise artificial e desconstruindo as imagens de lideranças, a partir de vazamentos das investigações.
Nas redes sociais, milhares de ativistas remunerados (só o PSDB chegou a ter 9 000), agindo em três níveis: no mais baixo, espalhando calúnias em fotos editadas, dirigidas aos analfabetos funcionais, reprodutores automáticos do lido, sem questionamento; no nível médio, desconstruindo a reação, pela desqualificação (em todas as vezes em que afirmei, em postagens, que os americanos estavam por trás do golpe, idiotas remunerados afirmaram que era a teoria da conspiração, uma neurose de esquerdistas); e no nível superior, manipulando dados, estatísticas e conceitos.
Para comover e impressionar, reeditaram velhos fantasmas, como o comunismo, agora travestido de bolivarismo, inflação galopante, desemprego em massa, roubalheira desenfreada...
Repito, nada disso foi por acaso, e podemos perceber ao consultar o documento “Wikileaks Cabos Diplomáticos Relacionados”, onde estão as trocas de mensagens, do então deputado federal Michel Temer, passando informações e recebendo orientação do Conselho Nacional de Segurança Nacional dos Estados Unidos.
Lastimo pela inocência do governo brasileiro, que, ao contrário de Maduro, Morales e outros, não percebeu o que estava acontecendo ou, se percebeu, foi frouxo.
Irrita-me a inocência dos militantes de esquerda, atribuindo a Moro, Gilmar ou Aécio a paternidade do golpe, quando são apenas assalariados vassalos dos norte-americanos.
E frustra-me a esperança de muitos, de que o golpe será revertido. O judiciário está comprometido com o golpe, é parte do golpe, e nada fará.
Imaginando-se que na segunda etapa do processo de impeachment os golpistas não consigam os 54 votos no Senado, ainda assim Dilma não voltará, estão se estruturando para isso, é compromisso internacional.
Reverter, agora, só o povo, tomando consciência que hoje somos um país ocupado, e que temos que expulsar os invasores, representados pelos maus brasileiros que se venderam, e depois fazer justiça, sem dó nem piedade.
Francisco Costa
Macaé, RJ