segunda-feira, 8 de agosto de 2016

REFLEXÃO SILENCIOSA.


Gostaria de transmitir grandes novidades,
despertar aqueles que possuem 
solonência teórica, 

preguiça prática.
Depois, convenço-me
de que não possuo mais
esta novidade.

Ela já é antiga
e poucos ainda
nela crêem.

Envelheceu,
não morreu.

Aguarda
o momento,
uma distração
do História.

Dizer qual é,
aqui,
agora,
soaria como
uma ofensa
aos que sabem,
e uma inutilidade
aos que não sabem,
porque não a seguirão
.

Afinal,
já circula 
pelo mundo 
há séculos...

Guardo-a
no coração,
exploro-a
no silêncio
da solidão.

Não compreenderiam
se a compartilhasse
muito íntima
particular
embora universal,
indescritível.

De resto,
fico observando
os despertos...são poucos.

A maioria pensa já saber tudo,
e dorme nesta soberba falsa, 
confiantemente.

Fazer o quê?
Outros
se divertem
caçoando
dos políticos
como se fossem
perfeitos,
de acordo
com suas 
preferências.

Alguns
dialogam,
deixam-me
surpreso.

Guardo uma esperança
pela humanidade
apesar de tudo
o que a cerca
e destrói.

Esperança,
à partir das crianças,
nos que conservam
a infância.
não envelhecem.

Lágrimas caem
sem razão específica,
não compreendem
a enormidade
das rotas desalinhadas.

Mas lavam,
acariciam
permitem
rever
caminhos:

Os pobres
que pouco atendo
e muito anseio
servir;
Os ricos
que muito atendo
e pouco anseio
servir

Contraditório e real
Quem sabe
a serenidade
seja o passo
que falta.

Quem sabe o ódio?
Não consigo mais odiar.
machuca-me o ódio

Buscar o amor?
Sim;
nós que nào o conhecemos.

08/09/2016