segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Romaria faz memória ao padre Ezequiel Ramin

Padre Ezequiel foi morto em 1985 quando voltava de uma missão de paz na Fazenda Catuva
Os 31 anos do servo de Deus padre Ezequiel Ramin foram celebrados nos dias 23 e 24 de julho, em Cacoal (RO) e  Rondolândia (MT). Cerca de 500 romeiros participaram do evento, que teve como auge a 1ª Romaria do Padre Ezequiel. Segundo o missionário comboniano, padre Rafael Vígolo, a iniciativa teve o “ardor do processo de beatificação”. 
Em Cacoal, onde fica a comunidade Padre Ezequiel Ramin, houve missa, no dia 23 de julho, presidida pelo bispo de Ji-Paraná (RO), dom Bruno Pedron. “Foi uma celebração simples, mas muito bonita e participativa no ambiente das pequenas comunidades de base”, disse padre Rafael. O dia também foi marcado por um encontro de jovens sobre avida e o martírio do padre Ezequiel. 
Já a Romaria ocorreu em Rondolândia, no local onde padre Ezequiel foi morto, e contou com a presença de romeiros de Cacoal, Ouro Preto, Ji-Paraná, Porto Velho e Rondolândia. O local onde o Servo de Deus Pe. Ezequiel Ramin foi morto toca profundamente as nossas vidas. É uma terra santa, chão sagrado pelo sangue do martírio, um local que nos chama à conversão e ao compromisso como cristãos em favor de um mundo de justiça e paz”, explica padre Rafael. 

História

Padre Ezequiel, missionário comboniano, nasceu em Pádua, na Itália, em 1953 e chegou ao Brasil em 1983, na diocese de Ji Paraná. Na região, encontrou uma acentuada situação de desigualdade social decorrente da ausência de reforma agrária e uso da violência pelos grandes latifundiários, que grilavam terras para ampliar suas propriedades. O padre colocou-se então ao lado dos indígenas e pequenos trabalhadores rurais na luta pelo direito à terra, ao trabalho e à vida digna.No dia 24 de julho de 1985, Ezequiel foi brutalmente assassinado quando voltava de uma missão de paz na Fazenda Catuva. Na companhia do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cacoal, ele havia ido falar com colonos ameaçados de despejo para que não partissem para o conflito. Enquanto voltava para casa, o carro em que viajava foi almejado de tiros.

Com informações e foto dos Missionários Combinianos