São Paulo em feriados são feriados de São Paulo, porque ao sairem da cidade ela se liberta também, e manda os traumas, os congestionamentos, a polução, a devastação, para o campo e para as praias.
Quem permanece fica verdadeiramente num feriado, retiro espiritual urbano, religioso. Só as veias principais mostram a rigidez do sistema. Queria que fosse sempre assim, tudo bem dimensionado. Mas não, os loucos já estão de volta nas estradas, o metrô voltará a ficar superado, os crimes, atropelamentos, assaltos retornaão, mas também estudo, teatro, lutas.
A igrejinha de Santo Antônio, na Praça do Patriarca, continuará lá, com padres grisalhos, mansos, nos alentando a resistir, a aceitar, a mudar. O professores continuarão porque a surdez é grande, e vão gritar mais forte ainda. Os abandonados continuarão abandonados. As crianças de rua não arriscarão voltar para casa e apanharem. Os drogados da cracolândia, permanecerão se matando nos cachimbinhos, e cairão cada vez mais. Sempre tem um pouco mais para se cair.
Vamos ter esperança num Brasil de mais oportunidades, mas também de pessoas verdadeiramente livres. Que as eleições presidenciais, abram novas leituras de soluções, e rompimenos com coisas arcaicas.
FINAL DE NOITE
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