segunda-feira, 7 de junho de 2010

"O DEUS BOLA"

A bola é colocada

no centro do campo,

Reverência póstuma

a governos,

reivindicações populares

aspirações gerais.



Sob os pés

uma superação

de personagens

internacionais,

conflitos,

guerras,

num fraterno

moto-contínuo

de alegrias,

a pisar,

chutar

maus agouros,

agora derrotados.



Basta um pontapé

Inicial e,

tudo adquire

secundariedade.



Um corvo apita

Delimitando

Dois mundos:

O real,

a ser esquecido,

e o ideal,

cultuado

e desejado

ardentemente



Cores

distinguem-se

temporariamente:

times miscigenam-se

em confusão,

resistindo à divisão.



O Deus Bola

é incansável.

Seu desejo

De repouso,

redes suspensas,

é impedido

cá e lá,

vendaval

de impedimentos,

obstruções,

barreiras.



Se encontra

remanso,

prontamente

é recolocado

em posição

Original,

para recriar

a cerimônia

da esperança

da paz mundial,

sobre as mazelas

do mundo.



Poema de João Paulo Naves Fernandes, que lançará o seu quarto livro “Gota Serena”, na próxima Bienal do livro em São Paulo, pela Scortecci Editora. Este poema é dedicado a todos os jogadores, que inconscientemente, conseguem suspender tratados, conflitos, pela arte esportiva, pacífica, esperançosa.

Tel(11) 8938-5588

www.podasestradas.blogspot.com

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