terça-feira, 8 de abril de 2014

Resistência libanesa diz que governo sírio não pode ser derrubado

8 DE ABRIL DE 2014 - 9H51 

Said Hassan Nasrallah, secretário-geral do partido libanês Hezbolá, à frente da resistência anti-imperialista na região, disse que o governo sírio já não corre o risco de ser derrubado. Para Nasrallah, o mundo busca uma solução diplomática para a crise na Síria, embora denúncias do respaldo estrangeiro aos paramilitares que combatem as tropas do governo ainda sejam relatadas.


HispanTV
Manifestação de apoio ao presidente da Síria, Bashar Al-Assad, em Damasco, no início deste ano.
Manifestação de apoio ao presidente da Síria, Bashar Al-Assad, em Damasco, no início deste ano.
Nasrallah disse que já não é uma possibilidade a tomada do país pelos rebeldes. A guerra civil na Síria já dura mais de três anos e é mantida, sobretudo, pela ingerência externa durante este período, com o apoio logístico, bélico e político aos grupos armados, inclusive com o envio de mercenários e extremistas religiosos.

Em uma entrevista ao jornal libanês As-Safir, publicada nesta segunda-feira (7), o líder do Hezbollah afirmou que a campanha dos rebeldes não foi impulsionada por ideias de democracia, liberdade ou justiça, mas que a intenção era redirecionar algumas das posições políticas da Síria, como o apoio à resistência palestina e ao Hezbolá.

“A batalha na Síria não pretende fazer a democracia, a justiça, ou lutar contra a corrupção, mas mudar a posição síria e as ofertas que o presidente Bashar Al-Assad recebeu mais de uma vez são provas disso,” pontuou Nasrallah.

Um dos elementos principais da oposição armada na Síria é prejudicar os laços com o Hezbolá, após uma tentativa fracassada durante a Segunda Guerra contra o Líbano, em 2006, de acordo com o líder, que ressaltou que o envolvimento da resistência libanesa no conflito na Síria, em apoio a Assad, é respaldado pelos apoiadores do Hezbolá.

A crise na Síria já entrou no seu quarto ano, em março. A guerra civil teve início com protestos que foram infiltrados e redimensionados por atores externos, cuja agenda incluía a derrubada de Assad para a instalação de um governo mais favorável ao projeto imperialista estadunidense e europeu para a região, com o apoio direto de países da região, como a Turquia e a Arábia Saudita.

Da Redação do Vermelho,
Com informações do As-Safir e da Russia Today