quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025
POR HORA...
Vou deixar este momento para você.
Momento de leitura desinteressada e morna.
O quando, pode ficar impregnado de vida,
e retirá-lo deste estado letárgico inconsciente
em que deitas o dia,
e sombras disfarçam a realidade.
Tão simples é o segredo,
que pode alavancar teu ser,
dos velhos horários
das camas eternas.
Dê-se a oportunidade de ser,
estique as velhas dobras
em que foste embrulhado
como a um presente
para a ordem..
Porque tudo está à mão,
tudo pode acontecer.
Importa o permanente despertar.
Importa caminhar
surpreso com a verdade do dia
o mistério da noite.
Pertenço a mim,
montanhas,
abismos
e planícies.
Pertenço ao mundo,
sou mundo
Pertencimento
múltiplo
desconhecido.
UM DIA...
Um dia tudo se apaga.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025
FINAL DA NOITE
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025
EQUAÇÃO
Enquanto estou por aqui
decifro uma equação
que não fecha.
O sonho
não bate
com a realidade,
o amor
afoga-se nas instituições,
os caminhos
tendem a ser
os mesmos,
encontramo-nos
em diferentes solidões.
Enquanto estou aqui
estranho muito
a combinação
do belo com a dor.
Deixo um rastro
de esperança
e uma alegria
guardada
do fardo diário.
Depois dos passos,
me olho para ver
quanta força
ainda reuno,
e sigo em busca
de um resultado,
para esta equação
que não fecha.
Quem sabe
tudo esteja aberto
e eu lógico,
quem sabe
o uivo dos lobos
transcendam enfim
as montanhas
e alcancem
os roseirais
do jardim
de casa
em minha
infância.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025
A POESIA COMO EXPRESSÃO DE HUMANIDADE
As ditaduras são secas, de pouca conversa, preferem bocas fechadas.
Quando falamos, saímos de dentro para dizer, o que somos, o que pensamos, o que desejamos.
Abre-se, então, a dimensão da vida como ela é.
Este sair possui várias formas de expressão, e a poesia é uma delas.
Ela provém de uma fonte indefinida onde a dor, a fome e a exclusão ainda não se metabolizaram em palavras, estão aí em estado latente, no caldeirão da vontade, em ebulição.
A poesia decifra os meandros do dia a dia, os espaços apertados da sobrevivência, os pratos vazios da ordem, e aponta diretamente ao coração o alento e a clareza necessários para manter a esperança acesa.
Nem sempre é bem vinda, porque a rudeza da vida atinge a todos, mesmo aos esclarecidos, nem sempre abertos à sensibilidade necessária para interagir com quem sofre.
Ela rompe as barreiras gerais e abre um diálogo íntimo entre o eu e o nós.
Descobre as partes ocultas de quem sofre e as desnuda, conscientiza.
A humanidade não deseja a poesia porque ela, em sua linguagem questiona, ao mesmo temo em que implanta sua liberdade, porque a poesia é liberdade.
terça-feira, 18 de fevereiro de 2025
AVAL AO CARNAVAL
Que o confete
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025
DECADÊNCIA
de Raul de Leoni
Afinal, é o costume de viver
Que nos faz ir vivendo para a frente;
Nenhuma outra intenção, mas simplesmente
O hábito melancólico de ser…
Vai-se vivendo… é o vício de viver…
E se esse vício dá qualquer prazer à gente,
Como todo prazer vicioso é triste e doente,
Porque o Vício é a doença do Prazer…
Vai-se vivendo… vive-se demais,
E um dia chega em que tudo que somos
É apenas a saudade do que fomos…
Vai-se vivendo… e muitas vezes nem sabemos
Que somos sombras, que já não somos mais
Do que os sobreviventes de nós mesmos!…
sábado, 15 de fevereiro de 2025
Verão quente no sudeste e sul do Brasil
Incêndios em edifícios, fábricas, campos e até nos celulares.
Paradoxalmente, pneumonia nas pessoas, complicando principalmente a vida dos idosos.
Este tem sido o verão das regiões sudeste e sul do Brasil.
A maioria das pessoas considera anormal a situação, mas nem todos identificam nisto como parte das
grandes alterações ambientais pelo qual o mundo passa.
Estamos nos destruindo e não temos unanimidade quanto as melhorem ações a serem implementadas.
Deixamos uma imagem de ineficiência diante de um conglomerado de problemas ambientais.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025
A CONTA GOTAS
DEPOIS DO AMOR..
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025
ENTARDECER
Ao por do dia
guardarei um silêncio
de agradecimento;
responde mais
que mil palavras
dispersas na surdez
do mundo.
Direi de minha desatenção,
apesar do grande esforço
do tempo acumulado.
O pouco
será suficiente
para o tanto
a ser feito?
A vida escorre
em semiconsciência
entre saber
e desconhecer-me.
Não sou
quem procuro,
desconhecido de mim.
Sim, a alegria é gratuita,
mas a vida tem seu preço.
Vou guardar silêncio
em respeito ao eu
que nunca nasceu,
e ao outro,
póstumo vivo.
Que celebrem
o desencontro.
PROCLAMAÇÃO OCULTA
Quero deixar claro
minha profunda
escuridão.
Busco e rebusco,
tateio muito,
solitário,
antissocial.
Encontro poucas respostas,
mal sei se explicam algo,
sei que continuo
com minha insatisfação.
Interrogo-me sempre,
o tempo me faz
desconhecer tudo,
destruir preconceitos,
ficar nu...
amigo das descobertas.
Achego-me
à beleza
à natureza
como perfumes,
aromas de vida,
nesta dura caminhada
de dores e mortes...
Por enquanto
discirno as intenções
e marco presença
próximo aos pequenos.
Não venham
me matando
aos poucos,
estou atento
às intencionalidades,
vivo oculto,
estudando cores,
suas variações.
Hoje peguei-me
colorido,
amanhã cinza,
depois não sei,
conheço fisionomias
domingo, 9 de fevereiro de 2025
RECOMENDACOES NAS PASSAGENS DE ANO
Vou me guardar um pouco
nesta passagem de ano.
Respeitar o tempo
que se acumulou em mim,
e se esvai assim que vem.
Guardar-me dos sonhos impossíveis,
eu que sonho tanto,
para não decepcionar-me,
mas sem destruí-los...
são os mais verdadeiros.
Guardar-me da frigidez,
e seja eu sempre
meio imperfeito
meio excitado,
de quando em vez.
Guardar-me dos meus limites
constantemente batendo
nas arrecifes,
ondas nas rochas da fé
e do conhecimento.
Guardar-me do passado,
permanentemente refeito
em descobertas presentes;
e do futuro,
esquecido no agora.
Guardar-me do desamor,
tão fácil e corriqueiro,
na busca do amor,
tão difícil,
crítico de mim.
Ah...o ano que se vai,
que vá logo,
fique para trás,
porque vejo
e ainda busco vida
escondida nos olhos,
nos livros,
na caneta,
papel...
DOMINGAR
Domingo é dia
da institucionalização
da preguiça,
tão perseguida
pelo capital.
Dia de
não se fazer nada,
não desejar nada;
se for o caso
passear
por passear,
sem recitar.
Os poemas dormem
nos domingos,
porque os leitores,
que se cansam fácil;
neste dia então,
nada leem.
Ah...não ter
de escrever,
de declamar,
rimar.
Há um tédio
neste nada.
Do que será?
O que se produz
tem um limite,
e este limite
termina no nada,
e o nada,
o limite do nada,
é um tédio
da inutilidade de tudo,
descoberta
inconsciente
profunda.
Ah domingo
das velhas
cavernas
ancestrais,
que evocam
longas contemplações
do por do Sol,
das estrelas noturnas.
Descanso na realidade
do vazio de si.
FINAL DE NOITE
Como temos sobrevivido meu amor... um mundo que não nos entende, nos leva em mar tempestuoso, jogando o barco de um lado ao outro. Queria...
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Eu que moro na Lopes Chaves , esquina com Dr.Sérgio Meira, bebendo atrasado do ambiente onde Mário de andrade viveu, e cuja casa é hoje...
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Está sendo organizado em todos Brasil um Plebiscito Popular, para ouvir população sobre a redução da atual jornada de trabalho, de 6×1, q...
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Foi em uma conversa sobre a qualidade dos poemas, quais aqueles que se tornam mais significativos em nossa vida , diferentemente de outros ...