Subitamente desperto,
afloram-me
conjunturas insolúveis,
fraquezas repetidas,
arrependimentos impenitentes.
Tudo bem desenhado,
diante de mim,
como um filme...
Como se o Altíssimo
fizesse uma desforra
de minhas idiossincrasias,
despejando a um só tempo
um represamento de décadas,
sem alarde,
sem que ninguém ouça,
na alta madrugada.
Quem sabe agora um padre...
e esta fosse
a ocasião propícia
de um confessionário.
Quem sabe,
um momento de oracão
disfarce de lucidez,
onde as grandes nudezes
ficam à vontade
em se expor.
Não sei...
O mundo segue
seu caminho inexorável,
destino de incautos,
enquanto perfilo-me
diante de possibilidades,
sem resolver,
assistindo
De repente,
um desejo
de renovação,
e a noite recebe
pequenas claridades
no horizonte...
Este o pequeno eu,
que desperta à noite,
precisando ser um gigante,
quixotesco e desvalido
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