sábado, 26 de janeiro de 2013

HAARP: o projeto militar dos EUA que pode ser uma arma geofísica


    Retirei do site tecmundo. Vale a pena ler e pensar com calma. Talvez
     esteja em curso uma nova modalidade de guerra onde as atuais 
    catástrofes estejam dentro de um planejamento militar.
Por Renan Hamann em 26 de Janeiro de 2011

Em 1993, começou a funcionar no Alasca (Estados Unidos) o HAARP, 
um projeto de estudos sobre a ionosfera terrestre. O HAARP, que 
significa “Programa de Investigação de Aurora Ativa de Alta 
Frequência”, visa a compreender melhor o funcionamento das 
transmissões de ondas de rádio na faixa da ionosfera, parte 
superior da atmosfera.
Segundo relatos oficiais, o projeto tem como objetivo principal 
ampliar o conhecimento obtido até hoje, sobre as propriedades
 físicas e elétricas da ionosfera terrestre. Com isso, seria 
possível melhorar o funcionamento de vários sistemas de 
comunicação e navegação, tanto civis quanto militares 
(o que gera desconfiança em grande parte dos conhecedores
 do HAARP).
Para realizar estes estudos, as antenas de alta frequência 
do HAARP enviam ondas para a ionosfera visando a aquecê-la
. Assim são estudados os efeitos das mais diversas interações
 de temperaturas e condições de pressão.
Visão aérea do HAARP
Fonte da imagem: HAARP

Por que no Alasca?

A criação das instalações foi possível graças a uma parceria 
entre a Força Aérea Americana, A Marinha dos Estados Unidos
 e também da Universidade do Alasca. Esta última foi escolhida
 a dedo, graças à localização: a ionosfera sobre o Alasca é 
pouco estável, o que garante uma maior gama de condições 
para os estudos.
Outro fator que pendeu para que os pesquisadores escolhessem
 o Alasca é a ausência de grandes cidades nas proximidades. 
Assim, não há ruídos na captura de imagens e sinais, pois
 os sensores ficam localizados ao alto de algumas montanhas.
  Também há informações de que este local sofreria o menor 
impacto ambiental entre as áreas candidatas a receber o HAARP.

Ionosfera: íons e mais íons

Esta faixa recebe este nome porque é bastante ionizada, ou seja, 
perde e ganha elétrons com facilidade, o que a deixa em constante 
carregamento elétrico. O grande agente ionizador da ionosfera é o 
sol, que irradia muita carga na direção da Terra, mas meteoritos
 e raios cósmicos também influenciam bastante na presença dos íons.
Ionosfera fica entre 100 e 350 Km sobre a superfície
Fonte da imagem: Wikipédia


















A densidade dos íons livres é variável e apresenta alterações
 de acordo com vários padrões temporais, hora do dia e estação
 do ano são os principais pontos de variação da ionosfera. Outro
 fenômeno interessante acontece a cada 11 anos, quando a 
densidade dos elétrons e a composição da ionosfera mudam 
drasticamente e acabam bloqueando qualquer comunicação 
em alta frequência.

Reflexão ionosférica

Há frequências de ondas que são, quase, completamente refletidas
 pela ionosfera quando aquecida pelas antenas HAARP. Os pesquisadores
 do HAARP pretendem provar que essa reflexão pode ser utilizada como
 um satélite para enviar informações entre localidades, facilitando as 
comunicações e também a navegação, melhorando os dispositivos 
GPS utilizados atualmente.
O problema é que ainda não se conhecem as reais propriedades 
da reflexão ionosférica. Além disso, há o fato de as propriedades 
da ionosfera se modificarem durante a noite, por exemplo, quando 
a altitude dela aumenta e as densidades ficam mais baixas.
 Essas variações tornam difícil uma padronização para o envio 
de ondas, independente do comprimento delas.

HAARP: um novo modo de estudo

Há várias formas de estudo das faixas da atmosfera terrestre. Para as
 camadas mais baixas, até mesmo balões podem ser utilizados para 
capturar dados sobre diferenças nas condições naturais. A camada de
 ozônio, por exemplo, é verificada com balões meteorológicos que 
realizam medições das taxas de radiação que ultrapassam pela atmosfera.
Antenas de transmissão
Fonte da imagem: HAARP












Por ficar muito mais acima, balões meteorológicos e satélites não 
podem ser utilizados para realizar medições e análises sobre a 
ionosfera. Por isso o HAARP é tão importante, já que utiliza a maneira
 mais eficiente de contatar o setor: antenas de emissão de ondas de
 frequência altíssima.
Os resultados são utilizados para entender como o sol influencia no sinal
 de rádio em diversas faixas de frequência. Utiliza-se também um
 “Aquecedor Ionosférico”, conhecido como “Instrumento de Investigação
 Ionosférica”, ele transmite frequências altas para modificar a ionosfera
 e entender os processos produzidos em sua composição.
Antenas de recepção e diagnóstico
Fonte da imagem: HAARP












As antenas do Instrumento de Investigação emitem sinais para altitudes
 entre 100 e 350 Km. Outros aparelhos do mesmo projeto são 
responsáveis pela recepção dos sinais, interpretando-os e 
permitindo a criação de relatórios sobre a dinâmica do plasma 
ionosférico e também sobre a interação entre o planeta e o sol.

Aquecendo a ionosfera: riscos?

O HAARP não é o único aquecedor ionosférico do planeta. Há também
 um localizado na Noruega e outro na Rússia. Todos eles realizam
 o mesmo processo: utilizam antenas de alta frequência para 
aquecer a ionosfera e criar uma aurora artificial.
Geradores de energia poderosos
Fonte da imagem: HAARP











Essa aurora artificial é muito aquecida, o que pode gerar elevação
 nas temperaturas em determinadas localidades do planeta. Em
 uma espécie de efeito estufa ionosférico, locais abaixo da ionosfera
 atingida pelas antenas do HAARP podem ter suas temperaturas 
elevadas em alguns graus centígrados.

O outro lado da moeda: as conspirações

Assim como boa parte de tudo o que é produzido sob tutela de
 alguma das forças armadas norte-americanas, o HAARP também 
gera uma série de desconfianças por parte das mentes mais conspiratórias. 
Ameaça global ou apenas melhorias nas tecnologias de comunicação? 
Confira as teorias de conspiração que envolvem este projeto.

Arma geofísica: a denúncia russa

E nem todas estas teorias surgem de movimentos independentes. 
A prova disso aconteceu em 2002, quando o parlamento russo apresentou
 ao então presidente Vladimir Putin documentos que afirmavam 
veementemente que os Estados Unidos estariam produzindo um novo 
aparelho, capaz de interferir em todo o planeta, a partir de pontos isolados.
Vladimir Putin
Fonte da imagem: Kremlin
















O relatório dizia que o HAARP seria uma nova transição na indústria 
bélica, que já passou pelas fases de armas brancas, armas de fogo, 
armas nucleareas, armas biológicas e chegaria então ao patamar 
de armas geofísicas. Segundo estas teorias, seria possível 
controlar placas tectônicas, temperatura atmosférica e até mesmo ç
o nível de radiação que passa pela camada de ozônio.
Todas estas possibilidades podem gerar uma série de problemas 
para as populações atingidas. Atingindo países inteiros, desastres 
naturais podem minar economias, dizimar concentrações populacionais
 e gerar instabilidade e insegurança em toda a Terra.

Terremoto no Haiti

Quais seriam os efeitos dos controles de frequência sobre as 
placas tectônicas? Segundo a imprensa venezuelana a resposta é:
 terremoto. O jornal “Vive” afirma que teve acesso a documentos 
que comprovam a utilização do HAARP para manipular a geofísica
 caribenha e ocasionar os terremotos do Haiti, que causaram a 
morte de mais de 100 mil pessoas.
Mapa dos terremotos no Haiti
Caso esteja se perguntando os motivos para a escolha de um país tão 
pobre, as teorias conspiratórias também possuem a resposta para esta
 pergunta. Os Estados Unidos precisavam de um local para testar o potencial
 de sua nova arma. Os testes oceânicos não davam informações suficientes
 e atacar os inimigos no oriente médio seria suicídio comercial.
Afinal de contas, terremotos poderiam destruir poços de petróleo muito valiosos. 
Assim, o governo norte-americano viu no Haiti, um país já devastado, o perfeito 
alvo para seus testes. Sem potencial econômico e sem possuir desavenças 
com outros países, dificilmente haveria uma crise diplomática com a destruição
 do Haiti.

Bloqueio militar

Outra teoria bastante defendida diz que os Estados Unidos poderiam causar
 um completo bloqueio militar a todas as outras nações do mundo. 
Causando interferências nas ondas habituais, impedindo que 
qualquer frequência seja refletida pela atmosfera e até mesmo que 
dispositivos de localização possam ser utilizados.
Para isso, a defesa norte-americana só precisaria aquecer a ionosfera
 com seus aquecedores HAARP. Com a potencia correta, todo o planeta 
ficaria em uma completa escuridão geográfica. Então, apenas 
quem possui o controle do aquecedor ionosférico poderia ter acesso aos
 dados de localização e navegação de seus veículos militares.
Radares poderiam ser bloqueados facilmente














Fonte da imagem: Marku 1988
Também se fala em mapeamentos de todo o planeta em pouco minutos,
 pois as ondas de frequências extremas poderiam criar relatórios 
completos de tudo o que existe na superfície terrestre. Elementos 
vivos ou não, tudo poderia ser rastreado pelas ondas do HAARP. 
Pelo menos é o que dizem as teorias conspiratórias.

Controle mental

Existem ondas de rádio em diversas frequências, por mais que 
não sintonizemos nossos rádios para captá-las, elas estão no ar. 
O som também é emitido em frequências e há amplitudes delas
 que os ouvidos humanos não são capazes de captar, mas isso
 não quer dizer que elas não existam. Somando estes dois pontos,
 temos mais uma teoria conspiratória.
Utilizando uma mescla de ondas de rádio com frequência sonora, 
os Estados Unidos poderiam manipular a mente coletiva para que
 algum ideal fosse defendido ou algum governo rival fosse atacado. 
Enviando as informações para toda a população em frequências
 que não poderiam ser captadas por aparelhos, não demoraria 
para que a “lavagem cerebral” estivesse concluída.
Ondas de controle mental estão no ar











Há quem diga que este tipo de manipulação será utilizado 
em breve no Irã. O governo atual não é favorável às políticas 
norte-americanas, portanto seria vantajoso que o povo se 
rebelasse contra os seus líderes. Mensagens antigoverno 
seriam incutidas na mente do povo iraniano com o auxílio 
das antenas HAARP.
Nota sobre as teorias conspiratórias
É necessário lembrar que estas teorias são originadas 
em fontes que, muitas vezes, não possuem informações
 concretas sobre os assuntos tratados. Logo, a utilização
 delas neste artigo possui fins ilustrativos e não devem ser
 encaradas com verdades absolutas.

Pura ficção?

No desenho G.I. Joe: Resolute, o programa HAARP é 
capturado por vilões que desejam transformar o potencial do projeto 
em uma arma de destruição em massa. Além dos danos que
 citamos nas teorias conspiratórias, nesta história as antenas
 transformavam-se também em canhões de energia.
Enviando enormes quantidades de energia para a ionosfera, que 
refletia toda a energia, os vilões poderiam acabar com qualquer
 lugar do planeta, apenas mirando e concentrando o poder energético
 das antenas de frequências altíssimas localizadas no Alasca.
Quando se fala no mundo real, tudo o que se tem de concreto 
sobre o HAARP é que estudos são feitos constantemente sobre a 
ionosfera terrestre para que ela possa ser transformada em uma 
antena de transmissão de informações, beneficiando as comunicações
 e sistemas de navegação.
Frequências altíssimas saem destas antenas










Fonte da imagem: HAARP
Mas será que é somente para isso que os investimentos bilionários do 
governo norte-americano estão sendo utilizados? Nunca foram revelados
 dados concretos sobre o dinheiro empregado no projeto, mas há especulações
 de que mais de 200 milhões de dólares sejam gastos por ano com 
as antenas do HAARP.


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