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A luta ideológica passa pela questão religiosa

Temos uma tendência em colocar a discussão religiosa à margem da discussão política, como se fosse um apêndice deste leviatã político, órgão não previsto no corpo e que pode comprometer todo o organismo. Assistimos hoje uma bancada evangélica na Câmara e no Senado que procura fincar posição sobre aspectos éticos e morais da vida brasileira, suas relações, mas tem no horizonte tornar o Brasil um estado evangélico, e num passe de mágica afirmar que Jesus Cristo é quem detém o controle sobre a nação, como se não tivesse.
Os movimentos e partidos de esquerda, tem uma predileção pelos ritos afro e religiões islâmicas, porque, de certa forma representam setores excluídos da sociedade, e  por solidariedade política "se convertem".
Os católicos tentam se segurar com a Jornada da Juventude no Rio de Janeiro, onde já não são mais maioria, e a canonização de Odetinha. Tudo muito pensado.
Os evangélicos continuam crescendo, em menor porcentagem, e se enriquecendo. Seus fiéis são o que existe de mais elaborado do que chamamos de curral eleitoral, pois não tem discernimento e votam por fé. É o fundamentalismo em larga escala.
Os ateus e agnósticos, se pegam no aparelho do estado e tentam conseguir os seus direitos, sem jogar a luta em plebiscitos, onde correm risco de perder, caso do aborto, casamento gay, etc.
Na próxima eleição presidencial, esta luta tornar-se-á mais renhida e as diferenças se demarcarão com maior nitidez.
Hoje Obama, em seu discurso se posicionou nítida e abertamente em favor dos gays e lésbicas, fato que deve dar novos ares de apoio em nossa seara tupiniquim.

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