segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Poema descafeinado.

Estou sem poesia.
Muitas mortes
assassinatos
muita porcaria
acontecendo
para este coração velho.

Não faço
poesia morta,
enxotada,
poesia de sarjeta.

Por isto
pouco canto,
emudeci.

Que outros cantem
porque meus sonhos
viajam de hidroavião
ao estrangeiro
e pousam em alguma estação
perdida em meio
a plantas aquáticas
próximo a uma desconhecida
estação d'águas sulfurosas,
onde um povo
novo faz compras
desinteressadas.

Só viajo às noites,
após todos
silenciarem-se.

Só viajo
desacompanhado
eu que tenho família
neto e tudo o mais.

O perigo ronda
sonoro 
e silencioso
e eu sem apetrechos,
desconfio de tudo ,
principalmente
de mim
de minha covardia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

FINAL DE NOITE

  Como temos sobrevivido meu amor... um  mundo que não nos entende, nos leva em mar tempestuoso, jogando o barco de um lado ao outro. Queria...