quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

ODE AO ÓDIO


Tenho profundo ódio
aos que tem ódio!

Abomino visceralmente
os violentos.

Aos donos da verdade
respondo com outra verdade,
a minha.

Xingo os que xingam
Mantenho rancor
permanente 
dos rancorosos.

Queriam-me pacífico 
manso 
com palavras doces 
sem rancor?

...........
Este é um tempo
surdo 
de muros
e incompreensões.

Fica decretada
a morte da idéia
o enterro da razão.

Por algum tempo
feudos de verdade
proclamar-se-ão
aqui e ali;
mas a verdade
não será encontrada.

Depois de algum tempo dirão:
Porquê não entendemos
o grande prejuízo,
e continuamos 
na rota
da morte?

Falou mais forte bolso
que o coração,
Entoou mai alto
o grito
que o afago.

Triste tempo
que se esvai
na latrina
da História.

Quem o contará amanhã?
num dezembro pós cristão